Mães e Pais na 1ª Pessoa

Catarina Beato 

Dias de uma Princesa

[viajar com miúdos]

Viajar com filhos não é uma necessidade, mas na nossa vida, como confidenciei na semana passada, é uma prioridade. Viajar com filhos – pequenos e grandes – e gastar pouco dinheiro é possível ainda que seja um verdadeiro desafio.
A primeira questão é: quando viajar? Para conjugar férias escolares com as melhores promoções viajamos sempre nas férias do Carnaval. Este ano, por exemplo, os voos de ida e volta para Copenhaga custaram cerca de 70 euros por pessoa.
Março não é o mês ideal para visitar cidades mais frias – na Dinamarca muitas das diversões fecham até Abril, o que tem um lado positivo porque vemos por fora e não gastamos dinheiro -, mas o frio resolve-se.
Se é o único adulto para várias crianças aposte nas mochilas – uma mochila para cada filho com um livro ou um brinquedo e um lanche para a viagem, e uma mochila tipo campismo para si com a roupa.
Três mudas de roupa, escovas e pasta de dentes, um gel de banho multiusos e um bom creme hidratante (a melhor proteção para o frio). Aposte num bom casaco, luvas e gorro (ou chapéu se o destino tiver sol). Se tiver filhos com menos de três anos leve um sling ou um carrinho tipo bengala para os momentos de cansaço e para algumas sestas.
Onde ficar? Há imensos sites onde pode alugar apartamentos particulares – airbnb, homelidays, homeaway -, ou opte por apartamentos nos sites de reservas – como o booking. As vantagens são todas: têm cozinha, têm máquina de lavar roupa, têm espaço, são mais baratos e têm quase sempre internet. A desvantagem é não terem direito a pequeno almoço buffet, mas os miúdos dão sempre lucro ao hotel. Escolha um alojamento no centro da cidade, aquilo que poderá ter de mais caro é o que vai poupar em transportes.
No primeiro dia, em jeito de reconhecimento do território, dê um pequeno passeio à volta de casa e vá ao supermercado. Faça compras como se estivesse em casa, a ideia é tomar um bom pequeno almoço e um jantar quente em casa, sair cedo e regressar cedo, aproveitando a luz do dia. Nas mochilas tem que haver sempre comida: fruta descascada, cenouras cruas, bolachas sem ingredientes que sujem, ovos cozidos, sandes e água.
O que visitar? As crianças não pagam nos museus e todas as cidades têm museus fabulosos. Andem a pé pela cidade e observem a arquitetura e os pormenores. Arranje vários mapas grátis e deixe que os miúdos risquem os percursos e escolham lugares onde querem ir.
Antes da viagem faça uma lista dos sítios onde quer ir, mas tenha em conta que é apenas uma referência porque viajar com miúdos – e o segredo serve para tudo na vida – implica baixar as expectativas. Não vamos conseguir ver a cidade como faríamos se estivéssemos sozinhos, com amigos ou em casal, mas vamos ter experiências inesquecíveis.
Cá em casa já sabem que nem sequer entramos em lojas. Mas o mais velho pôde escolher uma recordação para comprar. Da Dinamarca veio a garrafa de uma bebida tradicional e uma pedra. Não veio mais porque , apesar de as pedras serem grátis , ele sabe que  tem de transportar o que compra na sua mochila. É outra regra a contribuir para a poupança.

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