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Psicologia

3 de Fevereiro de 2016

Vamos educar crianças felizes?

 A infância é um momento mágico! É durante esta fase que a criança desenvolve um vasto leque de competências: desde o andar e falar, ao brincar e imaginar. Sem dúvida que é dos momentos mais importantes e deve ser recordado, posteriormente, como também um dos mais felizes.

Quem não quer ver o seu filho feliz? Quem não lhe quer dar o melhor do mundo? Parece difícil? Às vezes é tão simples como dar-lhe atenção e carinho, estar disponível, participar nas brincadeiras e dar-lhe a mão, demonstrando que estão juntos. Uma criança que se sinta amada e valorizada, mais facilmente se sentirá integrada nos contextos sociais, como a escola, a família e o grupo de amigos. Esta valorização irá promover a sua autoestima, sendo que a sua construção tem início desde muito cedo e é fundamental no desenvolvimento.

Happy kids with their hands up isolated on white

A autoestima é desenvolvida através de várias situações que a criança vai experienciando, nomeadamente ao nível de pequenas conquistas como, por exemplo, conseguir apertar os atacadores dos sapatos ou conseguir comer utilizando o garfo e a faca. São pequenas tarefas e que aos olhos dos pais podem parecer apenas um acontecimento normal do dia-a-dia mas a verdade é que estas pequenas (grandes) conquistas, aumentam o sentimento de eficácia e confiança da criança. Quantas vezes ouvimos a frase, entoada com enorme satisfação “consegui sozinho(a)!”. É então o momento ideal para elogiar e valorizar o comportamento, a tal conquista. Este reforço positivo fará com que a criança repita novamente a ação e queira fazer mais e melhor. E será que, neste caso, estamos a reforçar a sua autoestima? Sim, estamos! E com um simples elogio…

Por vezes, tentamos que as crianças não experienciem o insucesso, talvez porque as queiramos proteger dos sentimentos que daí advêm, como a tristeza e a frustração. De certeza que já vimos uma criança a fazer um puzzle, por exemplo, e lhe dissemos “acho que essa peça não está bem aí. Deixa estar que eu faço”. No entanto, este tipo de comentários, pode ser desmotivador e aqui sim podem surgir sentimentos de frustração e de falta de confiança em si própria. Deixar que a criança falhe e tente de novo, até alcançar o sucesso – é esta a base da aprendizagem.

Neste processo de construção e promoção da autoestima, os pais, a família e os educadores desempenham um papel fundamental. Então e de que modo se pode promover a autoestima da criança no dia-a-dia?

 

  • Brinque com a criança e deixa que seja ela a conduzir a brincadeira;
  • Demonstre interesse e satisfação face aos sucessos da criança;
  • Valorize competências, recorrendo ao elogio (quando possível, faça-o perante pessoas significativas para a criança);
  • Não faça comparações entre a criança e os seus colegas ou amigos;
  • Dê-lhe liberdade para tomar decisões (quando possível);
  • Perante situações de mau comportamento ou de insucesso, mostre que está insatisfeito/a com a atitude e não propriamente com a criança;
  • Ensine que com esforço e dedicação será capaz de atingir o sucesso;
  • Incentive o uso da imaginação;
  • Demonstre amor e disponibilidade.

 

A autoestima é um processo dinâmico e modifica-se ao longo do nosso desenvolvimento, tendo por base as nossas experiências e as relações interpessoais desenvolvidas, que irão influenciar o modo como nos vemos. Assim, lembre-se que, o desenvolvimento da autoestima é influenciado pelas mensagens que a criança recebe dos cuidadores, educadores e amigos.

 

Catarina Rosário

Psicóloga Clínica

Oficina de Psicologia – Equipa Mindkiddo

*artigo exclusivo para Barrigas de Amor®

 

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