Atualidade

26 de Maio de 2015

Vai inscrever a sua filha numa aula de dança? Escolha o hip hop e não o balé

Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, uma aula de balé não corresponde à recomendação diária de exercício “moderado a vigoroso” para crianças de 5 a 10 anos. O hip hop lidera o ranking.

Pais e médicos concordam na importância da dança para o desenvolvimento motor e criativo das crianças. No entanto, quando nos referimos ao tipo de dança adequado para cada idade, não há um consenso sobre qual é a melhor atividade. É neste contexto que James Sallis, investigador em Medicina Preventiva e Familiar da Universidade da Califórnia, decidiu estudar até que ponto cada estilo de dança corresponde à recomendação diária de 30 minutos de exercício “moderado a vigoroso” para meninas, segundo o Departamento de Saúde dos Estados Unidos . O resultado? O balé não é um bom exercício – mas o hip hop, sim, avança à revista Time.

Segundo o estudo publicado pela revista científica Pediatrics, o hip hop é o tipo de dança mais ativo para meninas de 5 a 10 anos, com 57% do tempo de aula dedicado à atividade física moderada a vigorosa. O jazz ficou em segundo lugar, seguido por danças em dupla, sapateado, salsa e, por fim, balé, onde 30% da aula equivale à recomendação mínima de esforço ideal para as crianças. Entre as danças estudadas, o flamenco ficou em último lugar, com 14%.

“As pessoas estão conscientes da epidemia da obesidade, mas não estão tão preocupadas sobre os baixos níveis de exercício de cada atividade física”, explica Sallis. Para a realização do estudo, a sua equipa mediu a intensidade da atividade física de 264 meninas, através de acelerómetros, em duas faixas etárias: crianças de 5 a 10 anos e adolescentes de 11 a 18 anos. Os investigadores registaram dados de 66 aulas de dança em diversas modalidades.

Para adolescentes de 11 a 18 anos, os investigadores apontam resultados diferentes. O balé e o hip-hop aparecem empatados como tipo de dança com maior atividade física: as aulas das duas modalidades dedicam 30% do seu tempo ao exercício moderado a vigoroso, seguidas de perto pelo jazz, com 30%. Em último lugar aparece o flamenco, com 7%. A explicação para esta diferença está na própria natureza da dança. Segundo Sallis, quando as crianças estão a aprender a dançar, não há muita atividade. No entanto, à medida que conseguem fazer vários passos seguidos de uma mesma rotina, o nível de intensidade física cresce. Desta maneira, o investigador sugere que os professores ensinem menos passos e pratiquem mais combinações, de modo a cumprir o aspeto físico da dança.

“A dança é uma oportunidade de ouro para contribuir para a saúde das meninas, enquanto estão a desfrutar de movimento com os seus amigos e a construir competências físicas e de outras áreas que a dança traz”, conclui.

Fonte: Observador