Mães e pais na 1ª pessoa

20 de Maio de 2013

Vá! Critiquem lá!

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Desta vez fui vencida. Tentei combater o meu instinto de o querer sempre debaixo da minha saia, mas não deu mesmo. Desta vez, não vou deixar o Gonçalinho ir a um passeio da escola. Chamem-me mãe-galinha, paranóica, o que quiserem… Não quero saber. Não deixo e não deixo!

Até ao momento, sempre que a escola tem atividades fora do colégio, eu acabo sempre por o deixar ir (embora o meu coração fique sempre apertadinho e enrugado como uma tâmara), mas dessas vezes os passeios duram apenas umas horas. São ou de manhã ou de tarde. Aliás, eu deixá-lo ir para a praia com a escola é o supra-sumo que o meu coração aguenta (o facto do pai ter ido “espiar” o ano passado e eu tencionar fazer o mesmo este ano, não é para aqui chamado).

Acontece que desta vez o passeio vai durar o dia todo e por mais que eu saiba que é muito provável que ele gostasse, também sei que seria muito “violento”. O Gonçalo dorme sempre a sesta depois de almoço e quando não dorme fica super birrento, não come… enfim… é um suplício para ele e para mim. De modos que me vou encostar a esta “desculpa” de que será muito cansativo para ele (o que, efetivamente, será mesmo) e nesse dia ele fica comigo e está o assunto resolvido. Vou fingir que também não me preocupa o facto do passeio ser num sítio gigante, com imensas pessoas…

Assim sendo, e apresentados os meus argumentos, sinto-me completamente ilibada por estar a privar o meu filho de um dia de galhofa!

Blog Entre Biberons e Batons