Atualidade

24 de Julho de 2013

UNICEF Portugal preocupada com efeitos da crise nas crianças portuguesas

A diretora da UNICEF Portugal manifestou-se  preocupada com as crianças portuguesas devido aos efeitos do desemprego nas famílias e defendeu que as medidas de austeridade deviam ter em conta o seu impacto nos mais novos.

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A UNICEF está naturalmente preocupada com a situação que as crianças portuguesas estão a viver porque [com] o desemprego, a capacidade económica das famílias tem vindo a ser muito afetada”, disse  à agência Lusa Madalena Marçal Grilo.

Esta mudança “obviamente reflete-se nas crianças, por um lado, em termos absolutos, pela disponibilidade que os pais têm, e por outro lado, pela tensão que pode criar a nível familiar”, referiu a responsável, que falava à agência Lusa a propósito da realização da mini maratona UNICEF, a 03 de agosto, em Albufeira.

A diretora da UNICEF Portugal recordou ainda que há muitas famílias em que ambos os país estão desempregados, o que tem “um efeito negativo nas disponibilidade que os pais têm para as suas crianças”.

A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para as Crianças) “tem vindo a alertar para que as medidas de austeridade, algumas terão de ser tomadas, mas antes deviam ter em conta o impacto que têm na situação das crianças hoje, a longo e médio prazo”, realçou a responsável.

“Sabemos que há hoje em dia muito mais situações complicadas do que há uns anos atrás e isso é motivo de preocupação”, acrescentou.

Madalena Marçal Grilo salientou a generosidade dos portugueses, que continuam a ajudar a UNICEF, apesar das dificuldades económicas enfrentadas.

“Os portugueses são generosos e contribuem para a UNICEF, o que acontece é que estão a atravessar uma fase difícil e é natural que as contribuições tenham vindo a diminuir”, no entanto, há doadores a continuar a ajudar, não só esta organização internacional, mas também outras causas, pois “há muitos anos que o fazem e querem continuar a faze-lo”, referiu.

O relatório da Unicef relativo a 2012, recentemente divulgado, revela que Portugal foi o segundo país que menos contribuiu para a UNICEF, tendo cada português dado, em média, perto de 36 cêntimos, só à frente dos gregos.

Na mini maratona, a UNICEF convida todos, atletas e profissionais, a correr 10 ou três quilómetros para ajudar as crianças do mundo. Pretende ser uma forma de angariar verbas e dar a conhecer a atividade da organização.

Fonte :Lusa