Atualidade

25 de Maio de 2015

Supermercados franceses proibidos de deitar fora alimentos fora da validade

Empresas obrigadas a doar os alimentos a organizações dedicadas à alimentação animal ou ao fabrico de fertilizantes agrícolas.

O governo francês quer reduzir para metade o desperdício alimentar até 2025. Uma medida que conta com o apoio unânime da Assembleia Nacional. De acordo com a alteração feita à Lei de Transição Energética, a partir de 1 de Julho do próximo ano, os supermercados com mais de 400 metros quadrados não pode deitar fora produtos perecíveis (que percam a validade), passando a estar obrigados a doá-los a organizações dedicadas à alimentação animal ou à fabricação de fertilizantes agrícolas.

“Ver garrafas de lixívia espalhadas nos escombros de grandes superfícies sobre alimentos consumíveis é ultrajante”, disse o ex-ministro socialista da Agricultura delegado, Guillaume Garot, à “France Presse”.

De acordo com o Ministério da Ecologia na França são deitados fora 20 quilos de alimentos por pessoa ao ano. De acordo com a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) é desperdiçado um terço dos alimentos para consumo humano.

No total, 1,300 milhões de toneladas por ano são desperdiçadas para produzir 3.300 toneladas de dióxido de carbono. França está comprometida com esta “luta” desde 2010, altura em que lançou um grupo de trabalho sobre o assunto.

Em comunicado, a Federação do Comércio e Distribuição lamentou a adopção destas medidas, pois diz que já colaboram com as ONGs para doar alimentos que não são vendidos. “As grandes superfícies representam apenas 5% do desperdício total de alimentos”, sublinha a Federação do Comércio e Distribuição.

Outro ponto importante da lei será para aumentar a consciencialização nas escolas sobre a necessidade de controlar o desperdício de alimentos. A Assembleia Nacional pretende reduzir para metade o consumo de energia até 2050. O ministro da Ecologia, Ségolène Royal, está a liderar o projeto, que também planeia promover as energias renováveis, transporte eléctrico e a renovação dos edifícios.

Fonte: Diário Económico