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Cuidados a ter no Pré-Parto

20 de Maio de 2013

Sou Rh negativo, hoje fiz a imunoglobulina

Estamos de 29 semanas.
Os resultados das análises do 3º trimestre já foram emitidos, e confirma-se, o teste de coombs indirecto continua negativo. Como o meu tipo de sangue é Rh negativo, e o J. é Rh positivo, hoje fomos fazer a imunoglobulina anti D. Quando me falaram da necessidade de fazer mais um “medicamento” pensei “será mesmo necessário? Não será excesso de zelo?”

Aqui fica a explicação:
Quando uma grávida tem um tipo de sangue Rh negativo e o seu companheiro tem um tipo de sangue Rh positivo, a mãe poderá desenvolver incompatibilidade com o sangue do bebé, uma vez que há uma grande probabilidade que este herde o tipo de sangue do pai.
Apesar da circulação sanguínea do bebé e da mãe serem separadas e independentes, poderão ocorrer pequenas hemorragias durante a gravidez, colocando ambos os sangues em contacto. Da mesma forma, durante o parto também poderá ocorrer este contacto, pelo que nestas situações, o sistema imunológico da mulher irá produzir anticorpos contra o fator Rh do feto, reconhecido como um invasor. Estes anticorpos têm a capacidade de atravessar a placenta nas gravidezes seguintes e destruirem as células sanguíneas do futuro bebé, podendo desenvolver anemia grave, icterícia ou a sua morte.
A Imunoglobulina Anti-D é um produto que bloqueia a produção dos anticorpos anti-Rh (anti-D), evitando a sensibilização da mãe. Como só se sabe o tipo de sangue do bebé após o parto, como medida preventiva, todas as grávidas com um tipo de sangue Rh negativo fazem esta proteção com imunoglobulina anti-D às 28 semanas e até 72 horas pós o parto ou perda de sangue, se o bebé for Rh positivo e, ainda, em casos onde possam ocorrer hemorragia na mãe. Se esses anticorpos forem produzidos, o risco de complicações graves para o bebé na primeira gravidez é relativamente pequeno. Contudo, depois de o seu corpo ter sido sensibilizado para a produção destes anticorpos, o risco de problemas graves em gravidezes futuras aumenta consideravelmente.
Se o pai da criança também for Rh negativo, não é geneticamente possível que o bebé seja Rh positivo, pelo que o risco de produzir anticorpos não existe. Se não houver confirmação sobre o Rh do pai é preferível fazer-se o tratamento.
Não sei se será necessário voltar a repetir este tratamento, mas para já, vou fazer a imunoglobulina anti D na consulta com a drª Carla dentro de 2 dias, tudo para o bem de futuros bebés!

cpp