Mães e Pais na 1ª Pessoa

Catarina Beato 

Dias de uma Princesa

[SNS]

Quando tive o meu primeiro filho, num hospital público porque não me deixaram ficar no sams e ainda bem porque me custava parir onde o meu pai morreu, tinha uma pediatra em que não confiava, sete meses depois houve um susto gigante e pus-me à porta do melhor pediatra que conhecia e só saí de lá quando fui atendida. susto ultrapassado mantive o mesmo pediatra “para sempre”. os sustos eram resolvidos, dependendo da hora, no pediatra ou no HGO. foi ao HGO que cheguei quase despida com o G., muito pequenino, sem respirar. foi nesse hospital público, que o levaram enquanto me iam buscar um cobertor e me acalmaram as lágrimas quando tudo se resolveu. mudei de margem e habituei-me a ir ao meu centro de saúde. quando o A. nasceu, na MAC porque era o lugar até onde o táxi conseguia chegar, o meu pediatra estava de baixa, situação que, infelizmente, acabou por se repetir. no centro de saúde, pesava, media, via se estava tudo bem. gosto muito do meu centro de saúde. marco consulta de urgência, se for o caso, e sou extremamente bem atendida. tenho a certeza que a minha médica de família é mais nova que eu, mas é disponível, atenta e segura. os sustos, em horas menos fáceis, são resolvidos na Estefânia. nas duas vezes em que achei que ir ao privado era mais rápido, esperei mais e acabei por ir no dia seguinte ao meu centro de saúde ou ao hospital. acredito que o nosso Sistema Nacional de Saúde é das mais importantes e valiosas conquistas da construção democrática deste país. acredito, confio e dou um valor, incalculável, a quem nele trabalha. e era só isso, ou tão isso, um agradecimento nestes dias em que profissionais atentos que acalmam os medos de mãe.

[por cá, é só uma laringite na criatura pequena]

 

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