Espaço Família | O nosso 1º Filho

Segurança Infantil

2 de Abril de 2014

Sistemas de Retenção no sentido contrário à marcha (Grupo 0+/1 0-18 Kg. Desde o nascimento – 4 Anos Aprox.)

Na maioria dos países, os acidentes rodoviários são ainda a principal causa de morte de crianças até aos 12 anos de idade.

Estatisticamente no Grupo 1 (crianças dos 9 meses de idade até os 4 anos aproximadamente) existe um risco mais elevado de lesões quando comparado com o Grupo 0+ instalado no sentido contrário à marcha.

Esta estatística pode ser atribuída ao crescimento da criança e ao facto da cabeça da criança ser ainda bastante grande e pesada em comparação com o resto do corpo. Os músculos do pescoço ainda não estão desenvolvidos e não são suficientemente fortes para suportar forças extremas.

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Apenas com aproximadamente 4 anos de idade, a relação entre o tamanho da cabeça e o resto do corpo se equilibra. Nesta fase, os músculos do pescoço desenvolvem-se o suficiente para suportar mais pressão e forças exteriores.

Uma criança que viaja no sentido da marcha, está exposta a forças extremamente duras em caso de acidente. Num impacto frontal, num Grupo 1 com um sistema de arnês de 5 pontos integrado; os cintos da cadeira retêm os ombros e tronco no sítio enquanto que a cabeça da criança é projetada violentamente para a frente.

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Em sistemas de retenção orientados no sentido contrário à marcha, as forças de um impacto são distribuídas numa área maior nomeadamente, no encosto da cadeira. As costas e cabeça estão totalmente apoiadas no encosto da cadeira, assim a pressão exercida no pescoço, cabeça e peito é significativamente reduzida.

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Um sistema de retenção orientado no sentido contrário à marcha reduz o risco de lesões num impacto frontal quando comparado com um sistema de retenção a favor da marcha com sistema de arnês integrado.

Um impacto frontal pode ter graves consequências nos ocupantes de um veículo. As partes mais importantes a proteger são a cabeça, pescoço, tórax e coluna vertebral. A cabeça de uma criança é maior e mais pesada que a de um adulto, podendo chegar até 25% do peso do seu corpo. Por isso, o risco de ferimentos na cabeça, pescoço e coluna é muito maior nas crianças do que nos adultos.

Nos sistemas de retenção infantil colocados no sentido da marcha, a cabeça da criança desloca-se para a frente fazendo uma pressão imediata no pescoço. Isto pode causar deslocamento da coluna vertebral podendo originar paralisia ou morte.

A principal causa é o movimento do corpo numa cadeira assim instalada: a cabeça é projetada para a frente sem qualquer tipo de proteção e o resto do corpo é retido pelo sistema de arnês da própria cadeira. Isto faz com que a cabeça da criança se desloque com violência para a frente, traduzindo-se num aumento de risco de ferimentos na cabeça, coluna e pescoço – podendo este resultar em paralisia ou mesmo morte.

Ao viajar no sentido contrário à marcha, estas zonas passam a ficar mais resguardadas. Num impacto frontal com o dispositivo de retenção infantil instalado no sentido contrário à marcha, as forças geradas no acidente ou travagem distribuem-se de maneira mais homogénea nas costas, cabeça e pescoço (uma grande parte do corpo), assim a pressão do pescoço é muito menor visto a cabeça e costas da criança estarem totalmente apoiadas na cadeira. A posição da criança durante um impacto é mais “natural” uma vez que já não se produz a deslocação da cabeça.

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