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Psicologia

23 de Abril de 2014

Sexualidade na Infância | “Ooops: apanhei os meus pais a fazer sexo!!”

 

Quando à noite todos dormem, é a oportunidade de muitos pais namorarem… Mas se o seu filho tivesse uma insónia e entrasse de repente pelo quarto dentro, surpreendendo-o em pleno acto sexual? Como faria?

Devemos sempre evitar que um filho presencie o acto sexual independentemente da sua idade. Para uma criança pequena ele é percepcionado maioritariamente como um acto agressivo: a criança não conseguindo perceber o que se está a passar, entende como uma luta em que o pai está a bater na mãe e assusta-se!

No caso dos pré-adolescentes/adolescentes, em idade pubertária, que já descobriram a sua genitalidade e muitos deles terão já iniciado a masturbação, têm já uma percepção do que está a acontecer! Perante o choque de ver os seus pais (figuras idealizadas) num acto sexual as reações podem ir desde inibir o início da sexualidade ou precipitá-la de forma indiscriminada.

O que fazer?

  • É importante atender à reação do seu filho: se ele não falar sobre o assunto ou fingir que não viu nada, deve respeitar a sua vontade, ou dificuldade no momento em falar sobre isso;
  • A iniciativa deve ser dele, no entanto deve estar atento a alterações de comportamento, como: voltar a fazer chichi na cama, retomar aquelas birras poderosas, isolar-se, tornar-se mais agressivo nas relações interpessoais, alterar a sua rotina de sono, diminuir o rendimento escolar, etc. Se notar alguma mudança deve perguntar-lhe por um lado o que o perturba? O que se passou para ele estar diferente? E, paralelamente, tranquilizá-lo relativamente à estabilidade da relação entre os pais – os pais não estão zangados um com o outro, pelo contrário gostam muito um do outro;
  • Numa conversa sobre a situação deve sempre, em primeiro lugar, adaptar o discurso à idade do seu filho (criança ou adolescente) e dar especial ênfase aos afectos envolvidos. Afinal de contas é um acto de amor entre os pais!

Vera Lisa Barroso

Psicóloga Clínica

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