Atualidade

24 de Abril de 2015

“Ser mãe é?”

Hoje à tarde, num furo de 1h30, fui fazer uma sessão fotográfica e dar uma entrevista, a propósito da Barrigas de Amor, dá qual sou orgulhosamente a mais recente embaixadora ( Que belo e proativo trabalho fazem eles! Adoro!)

A entrevista passava por dar a minha opinião a questões como a maternidade, família, gestão do universo familiar na chegada do bebé, natalidade, medos e anseios de uma mãe. E a primeira pergunta, “tão simples como a palavra mãe”, encostou-me logo às boxes.

“Ser mãe é?”

C’um raio! Como se responde por palavras a algo que se sente tanto?

Nunca tinha pensado bem numa definição…

É que por muita evolução linguística, nem todas as palavras definem tudo o que sentimos e a palavra mãe no seu sentido de definição e emoção , não consta no dicionário.

Esbarrei logo ali, decidi deixar de lado as palavras bonitas e bem encaixadas e resolvi deixar o coração falar. Como foi ele que o fez, não sei bem o que disse, mas dei por mim a navegar nas palavras, como quem está apaixonado e descreve o seu amor.

Ser mãe é duplicarmo-nos. Deixarmos de ter um coração para passarmos a ter dois, deixarmos de pensar em nós para pensar no filho/a, deixar de orbitar em volta na vida, para passar a orbitar à volta DA vida.

É sorrir nas coisas mais simples, bater palmas nas coisas mais supérfluas, ter os olhos a brilhar com tentativas de diálogo, chorar de alegria com um abraço.

Ser mãe é viver intensamente as coisas mais simples da vida. As mães dão vida, mas os filhos dão-nos A vida.

Ser mãe é?… É o quê para vocês?

Fonte: Bastidores