Espaço Família | O nosso 1º Filho

Saúde

19 de Setembro de 2015

Ser Filha, e depois, ser Mãe. Sabem o impacto que isso tem?

Ser mãe, faz-nos reviver em grande escala o nosso papel de filha. 

Muitas vezes sem nos aperceber-mos, outras claramente compreendendo, passamos por momentos em que revivemos o que de melhor e o que de pior nos formou, nos transformou, nos solidificou e o que nos fraquejou.

De bebés a adultos, batemos com a cabeça na parede várias vezes, fomos em frente mesmo sabendo que à partida que não iríamos ser bem sucedidos, ou pelo contrário, onde sabíamos que o iríamos ser. Remámos individual e conjuntamente para atingirmos determinamos objetivos, desde o aprender a comer, passando pela aprendizagem do andar, ler e ser, ao completar a nossa formação académica. Lutámos, corremos, caímos, lesionámo-nos, e por vezes, seguimos em frente.

Dizem que tudo isto (e muito mais) faz parte.

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Enquanto fomos coleccionado todos esses momentos catalisados por um potencial individual e/ou familiar, olhámos para os nossos Pais enquanto heróis, e noutros momentos, enquanto vilões de uma história por nós vivida e pelo destino contada. Voámos juntamente com eles para os observarmos e aprendermos. Ganhámos uma asa, e depois outra, e no fim, aprendemos a voar.

Questionámos os seus conhecimentos, os seus ensinamentos, as suas atitudes e comportamentos, e um dia, floresce a oportunidade de sermos, agora nós, quem cuida.

 

Ao longo desse processo, pensamos nos exemplos que tivemos, em tudo o que queremos perseguir e em tudo o resto que queremos optar por não valorizar, quando chegar a nossa hora de atuar. Tememos que os erros poderão ser os mesmos ou semelhantes aqueles que cometemos por estupidez, por orgulho ou simplesmente por falta de conhecimento. Imaginamos a possibilidade das vitórias poderem ser ainda mais altas e intensas do que aquelas que nós conseguimos até agora e acreditamos na eventualidade de um futuro melhor ou igual ao passado, que também em nós, perdura.

 

Na verdade, nada sabemos, à superfície muito tememos, e no fundo, muito queremos e sentimos necessidade de pensar, reviver e sentir todos estes momentos que fizeram parte do nossa percepção enquanto ainda vivíamos debaixo das asas dos nossos pais. Em muitas destas recordações e vivências residem matérias e materiais essenciais para a construção do papel que aos poucos vai crescendo em nós e tomando rédeas a uma grande parte do nosso âmago: o de ser mãe.

Por vezes, essas vivências, e especialmente a forma como nós as percecionamos, dão origem a materiais sólidos e firmes que nos permitem viver um pós-parto isento de grandes alterações a nível emocional. Outras vezes, potenciam uma fragilidade típica do momento, que leva muitas mulheres a vivenciarem situações como Baby Blues e Depressão Pós-Parto, temáticas que têm sido muito debatidas por aqui.

 

Mas calma, não fiquem chocados com este facto!

 

Reflitam antes:

É, ou não é, a Família, a base das nossas mais profundas aprendizagens (da observação à prática, do emocional ao lógico e racional), desde a conceção, até aos dias que correm?

Sim. A Família importa, e muito!

Logo, ser Filha, e depois, ser mãe, é sem dúvida, uma experiência impactante cujos resultados dependem, em grande escala também, do percurso de vida no seio familiar, desse alguém.

 

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Ana Vale

Blog: Mulher, Filha e Mãe