Mães e Pais na 1ª Pessoa

Mónica Santana Lopes 

A Mulher é que Manda

Selfies demais – já começa a ser ridículo!!

Olá, olá! Selfies demais – já começa a ser ridículo!! Eu sei que a moda pegou no mundo inteiro, mas há pessoas que exageram.

As selfies já são notícia muito antes dos Oscars. A moda começou nos EUA e multiplicou-se pela Europa e Ásia, em muito pouco tempo. Julgo que isto todas nós sabemos.

Selfies insólitas – tirada num dos eventos fúnebres dedicados a Nelson Mandela

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Até eu fiz questão de publicar a minha selfie, no dia em que fui aos Òscars (podem ver/rir AQUI). Mas, tal como em muitas outras coisas, a moderação deveria ser a apalavra de ordem. Estou a dirigir este texto especialmente a si. Sim, a si. Não a todas as leitoras que normalmente me dão a honra de cá passar. Neste momento estou a escrever especificamente para si, utilizadora assídua do facebook, visitante esporádica deste blog, fã nº 1 de dezenas de celebridades e impulsionadora abusiva da industria nacional das selfies. 😉 Que tal pararem com as selfies?? A partir de amanhã, não há selfies durante 7 dias. Bloqueia a selfie que há em ti! 😉

Naaa, já não me parece possível. Isto, das pessoas se imitarem umas às outras, tem muito que se lhe diga…

Este texto é dirigido em especial, às generosas senhoras que produzem selfies como se não houvesse amanhã. Não uma, não duas, mas dez ou quinze por cada 24 horas. A selfie com o primeiro raio do sol, a selfie com as unhas pintas, outra em posição estranha, uma a fazer caretas, as selfies com os animais de estimação, etc, etc, etc. E depois, são as mesmas pessoas que ficam coladas ao ecrã, à espera de receber likes e mais likes, como se de alimento para a alma se tratasse. Será isto positivo?? Não quero criticar, só por criticar. Pretendo apenas que pensem um bocadinho nisto…

A memorável fotografia dos Oscares (powered by Samsung) elevou a partilha das selfies a um status ambicionado por muitas pessoas. O facto daquele grupo de celebridades se ter exposto daquela forma, despoletou um sentimento aspiracional a milhões de seres humanos. É quase como se houvesse pessoas, consciente ou inconscientemente, a pensar: “deixa-me cá fazer uma selfie pois também quero parecer como eles”. As selfies, em termos conceituais, transmitem agora um certo lifestyle. Partilhar selfies é In, pensam algumas. O que será que vão pensar da minha selfie, perguntam-se outras. Se eu partilhar uma selfie com as minhas amigas vamos “dar um ar” de felicidade e divertimento, concluem outras. E os dias vão passando e os facebooks vão-se enchendo de mais do mesmo. Começa verdadeiramente a irritar-me…

Sabem que já se especula sobre os perigos da institucionalização das selfies na sociedade portuguesa? Já me disseram que a ansiedade provocada pela partilha de uma selfie, pode levar uma pessoa a entrar em depressão (caso a sua selfie não tenha o feedback esperado). É a cultura da vaidade individual, em prole da aprovação de um grupo de terceiros, levada a um extremo.

A Time fez um estudo sobre a proliferação das selfies no mundo digital e Lisboa aparece em 33º lugar neste “ranking mundial de selfies”. (lol) Serei eu a única a achar isto ridículo?? Já se gasta dinheiro a fazer estudos sobre a partilha de selfies!! Mas estará tudo doido? Anda-se a alimentar uma tendência, um tanto ou quanto, se me permitem, estupidificante.

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Quero, por favor, que deixem o vosso testemunho. Chegámos, ou não, a um nível de exagero nesta questão do abuso das selfies??! E já agora, sem querer invadir a vossa privacidade, quantas selfies tiram por dia? 😉
Até já

Beijinhos,

Mónica

 

Blog A Mulher é que Manda

Comentários

  1. laura fontes diz:

    se fosse possivel estaria 200% de acordo em tudo o k expos. Para quê pensar em fazer algo de util ao amigo, ao visinho ou até mesmo a alguem com quem nos cruzamos e que precisa de um sorriso para adoçar a sua vida, não, isso não dá estatuto a ninguém por isso nem lhes passa pela cabeça ajudar alguem nbem com o tal sorriso. A essas pessoas que só sepreocupamem “parecer” só digo: se elas fosses o que pensam e querem ser, seriam gente, mas coitadas são mesmo uns lixos.