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13 de Abril de 2015

Selantes de fissura

A função do dente molar é primariamente triturar e moer os alimentos (mó). São dentes robustos e com uma anatomia própria para aguentar cargas e forças que fazemos durante a mastigação. Também possuem uma anatomia diferente com muitos sulcos e cúspides para melhorar a área de contacto e fazer um trabalho mais eficaz. O primeiro molar permanente aparece aos 6 anos e é o responsável pela oclusão (forma como fechamos a boca) e é o molar que exerce mais força para moer os alimentos.

Uma vez que aparece tão cedo, é muitas vezes o dente com mais probabilidade de cariar a longo prazo, sendo que apareceram várias técnicas para evitar a acumulação de microorganismos e de restos de comida, causadores da cárie dentária.

O que são selantes de fissuras?

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Os selantes de fissuras são materiais que se colocam nas faces oclusais (parte de cima) dos dentes permanentes de forma não-invasiva para prevenir cavitação nestas zonas a longo prazo.

Quem deve efetuar selantes de fissuras?

Todas as crianças após a erupção do primeiro molar permanente até 4 anos após a erupção. Não há estudos que digam que deve ser colocado na adolescência mas desde que o historial da dentição não prejudique a colocação do selante, poderá ser realizado.

Devem ser selados só dentes permanentes?

Os estudos dizem que colocar selantes na dentição de leite não tem grande efeito na prevenção de cárie.

Valerá mesmo a pena submeter a criança a uma intervenção? Relação de custo-efeito?

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Qualquer ato que seja introduzido dentro da prevenção, em termos de custo e eficácia, é sempre melhor do que os atos curativos, ou seja, é sempre melhor investir em prevenção do que no tratamento de cura. Assim, a colocação de selantes envolve Imagem retirada de: odontoup.com.br custos diretos (material, consulta e qualidade) e custos indirectos (como deslocações do paciente, tempo de cadeira) mas quando comparados com os benefícios a longo prazo é sempre compensável (redução de cáries, redução do número de visitas e de procedimentos, efeitos possíveis que poderiam diminuir a qualidade de vida).

Sempre que possível devem ser realizados tratamentos preventivos em crianças a partir dos 6 anos, essencialmente nos molares permanentes e, dependendo de cada caso, nos pré-molares permanentes. A relação custo-efeito é benéfica quando se trata de prevenção e não de cura.

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Crónica escrita por: Dra. Isabel Esteves (Médico Dentista)