Atualidade

25 de Agosto de 2014

Seis coisas bizarras que os pais fazem às crianças

Em todos os países do mundo, existem costumes culturais que influenciam o modo como os pais criam os seus filhos, a partir do momento em que estes nascem. Veja aqui alguns dos hábitos mais curiosos.

Se os bebés e as crianças viessem com um manual de instruções, especialmente para aqueles que são pais pela primeira vez, a tarefa seria bastante facilitada. Mas, à falta dessa ajuda, o instinto toma lugar e é muitas vezes condicionado por costumes culturais do país em questão. O Telegraph reuniu, numa lista, alguns dos costumes mais peculiares.

Egito: agitar o bebé

Pode parecer um ritual demasiado violento mas, tal como diz o ditado, nem tudo o que parece, é. No Egito, existe uma cerimónia intitulada Sebooh, e que se pode considerar uma espécie de batismo, durante a qual o bebé é vestido com uma túnica branca e colocado numa peneira gigante, onde será agitado suavemente. O tremor, supostamente, ajuda os bebés a habituarem-se as “caprichos da vida”. À volta, são colocadas diversas velas, sendo que cada vela corresponde a um nome. O bebé costuma receber o nome da vela que demorar mais tempo a derreter. De seguida, é colocada no peito do bebé uma faca, de modo a afastar os espíritos maléficos. Depois de algumas rezas e uma procissão de luzes, realiza-se um banquete.

Vietname: assobiar para o bebé se habituar a ir à casa-de-banho

No Vietname, o treino para utilizar o penico começa assim que o bebé nasce. Não é de admirar que, alguns meses depois, já não sejam precisas fraldas. Como é que as mães o conseguem? Recorrendo à técnica de condicionamento clássico, cujo exemplo mais famoso se deve a Ivan Pavlov e à sua experiência com cães. As mães assobiam sempre que os bebés urinem, de modo a que, enquanto crescem, os bebés associem o som à vontade de ir à casa-de-banho. Segundo um estudo da Universidade de Gotemburgo, o processo de condicionamento começa a mostrar resultados por volta dos três meses de idade.

Países escandinavos: uma sesta, ao ar livre, mesmo com temperaturas negativas

Se a tendência é a de proteger bebés e crianças do frio, na Suécia e na Dinamarca os pais consideram que um bocadinho de ar fresco pode ser saudável. Durante a hora da sesta, a maioria das creches suecas deixa os bebés ao ar livre, dentro dos carrinhos, mesmo que se registem temperaturas negativas. Os pais pressupõem que os bebés terão um sono com maior qualidade caso descansem no exterior. Na Dinamarca é comum os pais deixarem os carrinhos de bebés à porta dos cafés, com o bebé lá dentro, enquanto se sentam dentro do estabelecimento.

República Dominicana: ficar dentro de casa e evitar exposição solar

O completo oposto do exemplo anterior. Nos nove dias imediatamente após o parto, a mãe e o bebé ficam dentro de casa e evitam ao máximo a exposição solar. Este costume mantém-se durante os primeiros meses de vida do bebé, que só pode sair de casa caso seja absolutamente necessário. Caso o façam, os pais têm que evitar que o bebé se exponha à luz natural, já que existe a crença de que lhes pode fazer mal.

Mongólia: amamentar durante anos

Na Mongólia costuma-se dizer que os lutadores mais fortes foram amamentados até aos seis anos. Apesar de não existirem provas empíricas de que tal seja verdade, o que é certo é que a grande maioria das mães mongóis amamentam até que os seus filhos tenham dois anos, uma prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Mas há casos em que o período de amamentação se prolonga. Ruth Kamnitzer, originária do Canadá e a viver na Mongólia, amamentou o filho até este ter quatro anos. Num artigo que escreveu sobre o tema, conta, entre outras, a história de uma amiga mongol que amamentou a filha até esta ter nove anos.

Dinamarca: pendurar a chucha na árvore

Quando chega a altura de deixar a chucha para trás, os dinamarqueses fazem-no de uma maneira original. As chuchas são penduradas numa árvore e, para compensar a criança, ser-lhe-á dada uma prenda, como forma de agradecimento, por parte de uma fada. As crianças costumam participar neste ritual quando têm três anos e, na maioria das vezes, pedem aos pais para escrever uma nota de despedida para atarem à chucha.

Fonte | Observador