Atualidade

3 de Abril de 2014

Quase 8500 crianças e jovens foram retirados das famílias em 2013

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social entregou esta quarta-feira, no Parlamento, o relatório de caracterização anual da situação de acolhimento das crianças e jovens. Os dados, relativos a 2013, são claros e mostram que o número de casos de risco tem vindo a diminuir, mas, mesmo assim, foram 10951 as crianças e jovens caracterizadas pelos serviços de proteção e segurança.

Ao todo, segundo o relatório oficial que se refere ao ano passado, 8445 jovens e crianças foram retirados das famílias e colocados em situação de acolhimento. No mesmo ano de 2013, 2506 crianças e jovens cessaram a situação de acolhimento, sendo acompanhados no regresso a uma situação “normal” de vida.

A maioria dos jovens e das crianças em risco são acolhidas em centros temporários ou em lares de infância em Juventude. São 89% dos casos assim tratados pelo Estado, sendo apenas de 4,4% as situações de acolhimento em famílias. O relatório assume que a situação está longe de ser ideal e sublinha que o modelo de famílias de acolhimento se encontra ainda numa fase “muito incipiente” em Portugal.

Nos últimos anos e apesar de uma consecutiva quebra nas estatísticas sobre este fenómeno, o relatório sublinha que se tem “assistido à alteração do perfil das crianças e jovens que entram no sistema de acolhimento”. Tendem a ser cada vez mais velhos – 67,4% têm idades entre os 12 e os 20 anos e crescem as situações de problemas de comportamento.

Os principais motivos referenciados como situações de perigo para as crianças e jovens são relativamente estáveis. A “falta de supervisão e acompanhamento familiar” e a “exposição a modelos parentais desviantes” são os fatores mais relevantes que levam estas crianças e jovens a ser identificados como casos de risco.

Fonte: Expresso