Mães e Pais na 1ª Pessoa

Mónica Santana Lopes 

A Mulher é que Manda

QUANDO NASCE O SEGUNDO FILHO

Olá, olá! Quando nasce o segundo filho. Todas sabemos os muitos receios que temos quando nasce o primeiro filho, temos medo do parto, temos medo de não saber tomar conta da criança, temos medo, temos medo… tudo é novo e recebemos uma grande responsabilidade em mãos, um ser pequenino do qual somos responsáveis para o resto da vida e não sabemos se vamos ser capazes, é um novo tipo de amor, tão gigante que nos assusta. Mas quando sabemos que esperamos o segundo, o receio é outro, será que o vamos conseguir amar tanto como ao primeiro? Este era o meu maior receio, não sentir o mesmo grande amor, que tinha pela minha primeira filha.

Foi uma gravidez bastante complicada, como costumo dizer foi a maior e melhor surpresa que alguma vez tive na minha vida. Faltavam dois dias para a minha filha mais velha fazer um ano quando decidi fazer um teste de gravidez, apesar de achar que o atraso se devia a outra coisa qualquer, pois não estava a tentar engravidar, quando tchanan, o teste deu positivo. Pus as mãos à cabeça e não queria acreditar, quando estava a voltar a “ser gente” pois o bebé já ia fazer um ano, a chegar ao meu peso normal porque precisei de perder os 22 kg que tinha enchido da primeira gravidez, dizem-me que vai começar tudo de novo, não era nada disso que eu tinha planeado, mas tudo bem, um bebé é sempre bem-vindo e vamos para a frente com felicidade. Um mês depois tive um descolamento de placenta, mandaram-me ficar de cama e proibida de pegar ao colo a minha filha querida, as emoções como podem calcular estavam ao rubro, as hormonas aos saltos e o peso a subir novamente em flecha! Enfiem tudo isto numa misturadora bem gorda, podem calcular o batido que saia lá de dentro. Mau, muito mau! Decidi não aceitar algumas medidas do médico, não ia deixar de pegar na minha filha, ela já cá estava, tinha um ano acabado de fazer e eu não a ia “pôr de parte” (era isso que sentia) por ter um bebé na barriga; por outro lado tinha muito medo que ela se sentisse substituída ou com ciúmes da sua nova irmã.

Os meses passaram, os quilos aumentaram e o meu medo de não a amar da mesma forma que amava a irmã ia aumentando (acho que a maior parte das mães tem este medo mas são poucas as que o admitem, parece que é um tema tabu). Mas às 38 semanas a princesa nasceu, saudável e linda, e no segundo em que a peguei ao colo os meus medos desapareceram, aquele amor que nos enche o coração, que nos faz as mulheres mais felizes do mundo só por olhar para aquele bebé, mostrou-se no meu coração e nesse momento percebi que o amor era o mesmo, puro e forte. Nenhum amor substituía ou era maior do que o outro e a força do meu sentimento era exactamente a mesma. E aí percebi, quer seja o primeiro, o segundo ou o décimo filho, o amor de mãe é sempre igual! O sentimento mais puro e bonito do Mundo!

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A reação da piolha mais velha foi melhor do que esperava, sempre achei que ia ser péssima, mas nada disso, desde o primeiro momento que nos foi visitar ao hospital, quis pôr a chucha na mana, pegá-la ao colo, tudo muito tranquilo. Já em casa, comecei a pedir-lhe para me ajudar em algumas tarefas, estava comigo a mudar a fralda e ajudava a pôr o creme, “tarefas” simples mas que a faziam sentir integrada. Agora são inseparáveis, têm uma cumplicidade muito engraçada, volta e meia discutem e têm ciúmes uma da outra, mas quem é o irmão que não teve… Claro que existem casos que não são tão simples, mas acreditem que vão amar tanto o segundo como o primeiro e que eles também se vão adorar!

Beijinhos,

Mónica

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