Mães e pais na 1ª pessoa

20 de Abril de 2013

Quando as crianças invadem o espaço dos adultos.

Os nossos filhos são as melhores coisinhas do mundo! São o nosso amor mais forte, o ar que respiramos, o sol dos nossos dias, os nossos torrõezinhos de açúcar.

Mas às vezes, os adultos precisam de espaço. Precisam de estar entre iguais, de comer uma refeição entre risos e conversas e não entre babetes, colheradas, água entornada na toalha e arroz no chão.
Às vezes precisamos de falar de vestidos e sapatos, de política e de férias, de culinária e de sexo e não de maminhas gretadas, cólicas e diarreias, papas e primeiros passinhos. É que não há saco! E além de não haver saco, nós somos mais do que mães e pais, mesmo que o facto de sermos mães e pais nos preencha 80% dos nossos dias e 90% dos nossos pensamentos.

Não só nos faz bem estarmos sozinhos com os nossos maridos, como nos faz bem estarmos com os amigos. Os mesmos com quem tanto partilhámos antes de todos sermos pais e mães.
Precisamos dar a mão ao marido e trocar um olhar cúmplice e caliente em vez de lhe pedir para nos passar o pacote dos toalhetes ou para ir lavar a chupeta à casa-de-banho!

No que se trata de programas com crianças, adoro ir ao parque, fazer uma almoçarada, um pic-nic ou ao  Jardim Zoológico com amigos e filhos, tudo em manada. Mas jantar fora, casamentos ou festas de anos (de adultos), dispenso os meus filhos de bom grado! E nas minhas festas de anos, dispenso também os filhos dos outros! Claro que um bebé pequenino que ainda mama, é excepção! Mas não dispenso apenas por mim, mas também pelos meus amigos. Tenho a certeza que eles também preferem ir sem crianças. Quem não gosta de estar uns momentos a descansar e a descontrair.

Aos casamentos então, prefiro nem ir a ter que ir com eles! É mau para eles que às tantas ficam cansados e é mau para nós que não conseguimos estar com as pessoas nem nos divertirmos.
Eu faço tudo com os meus filhos! Tudo! Até xixi eu faço com eles às costas. Vou ao supremercado, aos correios, aspiro a casa, faço o jantar… No meio de tudo isto, tento guardar tempo de qualidade a brincar a ir ao parque, à praia, a ler livros ou a ver televisão. Tenho a certeza que dou o meu melhor e que eles estão bem saciados de amor de mãe. Mas se pudesse, ia jantar fora uma vez por semana sem eles! O facto de querer passar umas horas sem eles de vez em quando, não significa que gostemos menos deles ou sejamos maus pais. Aliás, estarmos de bem com a vida, de bem connosco próprios e com os nossos maridos, descansados e relaxados, faz de nós muito melhores pais.
Não nos culpabilizemos, nem exijamos demais de nós! Daqui a uns anos, são eles que querem estar sem nós e não podemos correr o risco de não saber estar sem eles!

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