Mães e pais na 1ª pessoa

20 de Abril de 2013

Quando a relação precisa de uma lata de gasolina e de uma caixa de fósforos!

Podia ser uma alusão a um dos livros que compõem a magnífica trilogia Millennium, mas não é (já agora, um parêntesis para aconselhar a leitura destes excelentes livros. Os filmes também estão muito bons, tanto a versão sueca, como a americana!). Mas continuando… hoje o post diz respeito à relação do casal quando tem um filho e baseia-se na minha experiência e no que vou ouvindo de pessoas que estão próximas de mim ou então de coisas que ouço do amigo-que-conhece-um-amigo ou da amiga-que-conhece-uma-amiga.

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Não há dúvida que o nascimento de um filho vem mudar em muito a dinâmica do casal. O tempo, que até então era dedicado quase exclusivamente um ao outro, passa a ser maioritariamente direcionado ao novo elemento da família. Nos primeiros tempos porque não há outra forma de fazer as coisas e depois porque a dependência total deles em relação a nós se mantém por muito tempo. Por sua vez, os serões a dois reduzem drasticamente e muitas das vezes a disponibilidade mental para sair, fazer uma surpresa, organizar qualquer coisa de diferente, etc, também não é das maiores. Esta situação dificulta largamente quando não se tem ajudas externas: pais, sogros, tios… Há dias em que sentimos claramente que para manter acesa a chama da relação, só usando gasolina e depois acedendo um fósforo!

Todos sabemos qual a receita para evitar que chegue a este ponto, mas na “hora H” quase todos nos deixamos levar pelo comodismo, conformismo e outras palavras que tais. Mas é óbvio que é importante fazer um esforço. Por nós, pelo nosso respetivo, pelo nosso filho e por nós enquanto casal. E esta regra aplica-se ao marido e mulher, naturalmente!

Acho que o que vou dizer de seguida não será de todo consensual, mas cá vai. Acredito que as coisas correriam melhor se a maior parte dos homens colaborasse mais nas atividades domésticas. Podiam fazer as compras de supermercado, porque as coisas não nascem nas prateleiras e nas gavetas. Alguém as tem de comprar e fazer a gestão do que é preciso; fazer as refeições, porque elas não se fazem sozinhas; ou cuidar da roupa da casa, porque curiosamente também não são autossuficientes e alguém tem de tratar delas. Podiam também ter mais gestos românticos e fazer um esforço maior para se porem no lugar da mulher, a quem muitas vezes é exigido para se comportar como se fosse duas ou três pessoas, tanto em casa como no trabalho. Sendo que estas duas ou três pessoas não têm tempo para fazerem coisas que gostam e precisam!

Também sei que há muitas mulheres que assim que são mães, passam a dedicar 100% do tempo aos filhos, remetendo o marido para o plano dos esquecidos. É lógico que este também não é um bom princípio para manter uma relação familiar harmoniosa.

Resumindo, maioritariamente eles queixam-se da falta de atenção delas e elas queixam-se da falta de sensibilidade e colaboração deles.

Achar o equilíbrio é o truque. Eu sei disso e todos nós sabemos disso. Mas parece que é difícil pôr isto em prática. Se fosse fácil, não havia tantos casais a reclamarem.

 

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