Espaço Família | Vem aí um irmão

Vida Selvagem

6 de Junho de 2013

Quando a família cresce

Passámos de 3 a 4… parece que foi ontem que a M. nasceu e já temos nos braços o B! É tão bom perceber que a nossa família está a crescer. Mais preocupações, mais trabalho, mais medos… mas muitos mais sorrisos! Na visita ao Zoo que fizemos no fim-de-semana, a M. fez questão de mostrar ao irmão o urso bebé que estava a ser alimentado…” estás ver B, é bebé como tu e a mãe ursa é crescida como eu!”

Tartarugas e outros répteis, não se deparam com uma família aumentada. Na verdade para a sua maioria, de cada vez que se reproduzem, poucos ou nenhuns cuidados oferecem às suas crias. As tartarugas, por exemplo, para além da seleção do local ideal para a postura dos seus ovos, da postura e por vezes da camuflagem do sítio onde os deixaram, nada mais farão pelas suas crias. A sua tarefa é a de as gerar e descobrir um bom local de nascimento! Assim, a família não aumenta em termos concretos, não passam a viver num grupo maior, familiar, continuam o seu percurso solitário.

Espera, espera, agora não!
Leões- marinhos, Cangurus, Koalas e Ursos são calculistas. Antes do nascimento de uma cria, várias condições essenciais são avaliadas, e se não forem favoráveis à sua sobrevivência, o desenvolvimento do embrião pode ser adiado. Chama-se a este processo biológico de diapausa embrionária. Quando a família está a crescer, pode acontecer que o filhote mais novo tenha que esperar até que o mais velho já não seja dependente da mãe.
Cangurus e Koalas são mamíferos marsupiais, ou seja, animais que terminam o seu desenvolvimento já depois do nascimento, dentro da bolsa da progenitora. Por características anatómicas especiais, eles podem num único acasalamento fecundar 2 óvulos e só um deles se desenvolver enquanto o outro fica aderente ao útero da fêmea numa espécie de latência à espera da altura certa para se desenvolver. Um embrião desenvolve-se, nasce, cresce e, quando essa cria já tem alguma independência, o 2º embrião começa a desenvolver-se também. A mãe tem a capacidade de produzir leite com composição diferente para alimentar as suas crias em diferentes estádios de desenvolvimento, ou seja, o leite produzido por cada glândula mamária tem características nutritivas distintas, adequadas à fase de desenvolvimento de cada uma das suas crias. A sabedoria da natureza faz com que a família só cresça, quando as condições são favoráveis.

Aprendo contigo mãe
Nós temos os livros, o pediatra, a mãe, a irmã, a amiga, a vizinha, a Internet, e todos ajudam na medida da sua experiência e conhecimento. E os animais como fazem? O instinto é fundamental, mas a observação de cuidados parentais dentro da sua espécie, pode fazer com que uma fêmea seja melhor mãe. Por exemplo, as pequenas fêmeas de Chimpanzé observam, atentamente as suas progenitoras enquanto cuidam do seu mais novo rebento. As adolescentes, chegam mesmo a imitar as suas mães e tentam cuidar de crias mais novas. Nada como a experiência!

 

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