Mães e Pais na 1ª Pessoa

Lénia Rufino 

Not so fast

Procura-se

Ando à procura dele. Acredito que ele ande à minha procura. Hum… Ele, quem? Ele. O trabalho. É isso. Chegou a altura de dizer adeus à condição de stay-at-home-mom/doméstica/sopeira/o que lhe quiserem chamar. Chegou o momento de avançar. Não consigo mais manter esta situação. Financeiramente, não dá mais. Portanto chegou a altura de virar seca e meca e vale de Santarém à procura de trabalho.

Não quero um emprego. Quero trabalhar. Preciso de trabalhar. Quero fazer qualquer coisa que seja boa a fazer e que me garanta um ordenado com o qual consiga equilibrar as contas da família. Se aparecer alguma coisa que eu ainda não saiba fazer… aprendo, que sempre fui boa nisto de aprender coisas novas e não me chateia nada atirar-me para fora de pé. Num mundo ideal, este trabalho envolveria lidar com pessoas e escrever. Uma agência de comunicação, por exemplo. Num mundo ideal, conseguiria conciliar o trabalho com os miúdos e não os prejudicar por aí além – porque, cá por casa, não somos bem uma família normal: o marido sai de casa todos os dias às 5h e regressa às 20h, pelo que sou eu que giro toda a rotina dos miúdos. Provavelmente, terão de deixar a natação e a ginástica, e terão de ir para o ATL da escola. Efeitos secundários, paciência, logo se vê. No mundo real, talvez tenha de os deixar na escola às 7h e só possa ir buscá-los às 19h – não seriam os primeiros nem os últimos.

Na realidade, procuro um trabalho. Um qualquer. E acredito mesmo que posso ser um “asset” valioso no mercado de trabalho. Já não é uma questão de querer voltar a trabalhar, de precisar de agilizar a cabeça, de estar cansada de estar em casa e de querer dar mais de mim. É uma questão de precisar MESMO de trabalhar, para não bater no fundo.

Portanto, trabalho, se andas à minha procura, estou aqui! Disponível e cheia de vontade! Eu estou à tua procura e quero muito, muito encontrar-te!!

(Se souberem de alguma coisa, por favor, digam-me. Part-time, full-time, o que for. Um escritório, uma loja, o que for. Preciso mesmo, mesmo, mesmo de trabalhar…)

(E ando aqui a murmurar para comigo o mantra da Catarina: a vida resolve-se sozinha… e espero que a minha seja como a dela e que a coisa se endireite rapidamente…)

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