Atualidade

22 de Julho de 2014

Primeira vacina neonatal do mundo é portuguesa

Dentro de 10 anos, poderão deixar de nascer bebés com doenças como a meningite ou a pneumonia, que todos os anos matam milhares de recém-nascidos. A primeira vacina neonatal do mundo está a ser desenvolvida no Porto e já passou a fase de testes em células humanas.por Patrícia Maia

Só após o terceiro ou quarto mês de vida é que os bebés começam a ser vacinados. Até lá, as crianças encontram-se totalmente vulneráveis.É com o objetivo de preencher esta lacuna, oferecendo uma proteção mais eficaz e antecipada, que os investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), liderada por Paula Ferreira, estão a desenvolver uma vacina que será administrada às futuras mães.

A investigação até já deu origem a uma nova empresa, a Immunethep, que nasce de uma parceria entre os investigadores do ICBAS e a empresa Venture Catalysts.A fórmula inicial desta vacina já está patenteada. O objetivo agora é passar as fases de testes em animais e humanos para depois comercializar a vacina, sendo que este é um processo longo que poderá demorar ainda cerca de 10 anos.

Vacina será administrada na fase fértil da mulher

Bruno Miguel Santos, cofundador da Immunethep, explicou ao Boas Notícias que a “vacina será tomada pelas futuras mães quando entram em idade fértil e que serão necessárias apenas duas a três doses” para garantir a imunização do feto.

A vacina, que pode ser administrada de forma oral ou intravenosa, poderá impedir algumas das doenças mais graves entre os recém-nascidos, como a sepsis, a meningite ou a pneumonia. Muitas destas patologias surgem quando a criança está ainda no útero da mãe, pelo que a vacinação neonatal se pode revelar fulcral na sua prevenção.

De acordo com as entidades mundiais de saúde, cerca de 1.000 pessoas morrem, todos dias, vítimas de meningite, sendo que outros milhares ficam com graves deficiências.Segundo a Organização Mundial de Saúde, a pneumonia mata cerca de 1.1 milhões de crianças com menos de cinco anos por ano – mais do que matam doenças como a SIDA, a malária e a tuberculose, combinadas.

Fonte | Boas Notícias