Atualidade

19 de Abril de 2013

Portugueses criam medicamento em forma de goma

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Um grupo de estudantes da Universidade de Lisboa (UL) desenvolveu um medicamento em forma de goma que poderá ser a solução para a tormenta de muitos pais.

 

As dificuldades que surgem na hora de dar o medicamento a uma criança foram o pretexto para esta equipa criar esta opção inovadora, que lhes valeu o primeiro lugar do Angelini University Award 2012.

Os estudantes da Faculdade de Farmácia da UL transformaram com sucesso um probiótico oral numa goma comum em formato de ursinho. Para o fazer, a equipa utilizou a técnica da microencapsulação por Freeze Drying, um processo previne a oxidação e ajuda a preservar cores e sabores, para garantir a forma das gomas com o aspeto de ursinhos e o sabor a fruta.

Segundo a Universidade de Lisboa, o grupo de alunos recebeu uma bolsa no valor de 6 mil euros após ter conquistado a atenção do júri com “um alimento multifuncional e inovador destinado à população infantil, que se traduz numa melhoria significativa do seu bem-estar”.

No seu site oficial, a instituição reforça ainda o cariz original e inovador do projeto que vai “permitir aumentar a adesão à terapêutica por parte das crianças e criar em Portugal um mercado que já está em expansão em outros países”.

Após a distinção na 3ª edição do prémio Angelini University Award, a equipa de estudantes universitários destacou a importância do reconhecimento da “dedicação e importância do trabalho de uma equipa multidisciplinar para o sucesso de um projeto”.
O prémio é atribuído todos os anos pelo grupo italiano Angelini Farmacêutica com o objetivo de estimular a população universitária portuguesa para a aplicação dos seus conhecimentos académicos em projeto científicos práticos. Nesta última edição estiveram inscritos 59 trabalhos e cerca de 300 participantes.

A marca farmacêutica aliou-se à promoção do projeto português e afirmou, no site oficial do concurso, que ao fazê-lo está a “promover o seu nome e a alargar o mercado dos seus produtos, abrangendo uma faixa etária há muito cobiçada”, além de que estará “a contribuir para uma melhor saúde da população”, acrescentou.

Fonte: Boas Notícias