Atualidade

6 de Maio de 2015

Portugal: 16.º melhor país para se ser mãe

Portugal é o 16.º melhor país para se ser mãe, de um total de 179 estados incluídos no “State of the World’s Mother Index”, que acaba de ser divulgado. O documento, elaborado pela organização não-governamental “Save the Children”, é considerado como uma das fontes mais fiáveis sobre a realidade global, já que se debruça sobre um leque alargado de dados que afetam a experiência da maternidade e as hipóteses de sobrevivência dos bebés: económicos, sociais, educativos e de saúde.

No topo da lista dominam os países nórdicos, com a Noruega a conquistar a primeira posição, seguida da Finlândia, Islândia, Dinamarca e Suécia. No extremo oposto encontra-se a Somália (179.ª posição), República Democrática do Congo, República Centro Africana, Mali e Níger.

Na Europa, a Espanha fica em sétimo lugar, a Itália em 12.º, a França em 23.º e o Reino Unido em 24.º. O 33.º posto dos Estados Unidos coloca o país no último lugar dos estados do chamado “bloco ocidental”, quando o tema são as condições de maternidade.

De acordo com a “Save the Children”, o nosso país fica ainda melhor classificado no conjunto de 25 países com rendimentos acima da média, no que respeita à mortalidade infantil: em Portugal, em cada mil nascimentos, morrem, em média, 3,5 bebés, o que nos coloca em quinto lugar. O pódio é ocupado pela República Checa, Suécia e Noruega, enquanto os últimos lugares correspondem, de baixo para cima, aos Estados Unidos, Áustria e Suíça.

O relatório apresenta ainda outras conclusões:

– Apesar do progresso registado a nível global no combate à mortalidade infantil antes dos cinco anos, muitos países apresentam disparidades significativas entre as áreas urbanas e rurais e entre a população mais rica e mais pobre;

– As crianças mais pobres nas áreas urbanas enfrentam riscos acrescidos de mortalidade infantil. E isto acontece tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento;

– As mães e crianças de estratos económicos mais desfavorecidos não têm, em muitos casos, acesso a ajuda médica essencial para salvar vidas;

– A alta mortalidade infantil que se verifica em zonas urbanas desfavorecidas, como por exemplo as ‘favelas’ existentes na América do Sul, em África e na Ásia, são resultado de fenómenos permanentes de privação económica, falta de oportunidades educativas e discriminação:

– Alguns exemplos de cidades que implementaram programas de sucesso contra a mortalidade infantil e em prol da maternidade em melhores condições: Adis Abeba (Etiópia), Cairo (Egito), Manila (Filipinas), Kampala (Uganda), Cidade da Guatemala (Guatemala) e Phnom Penh (Camboja)

Conheça todo o relatório em www.savethechildren.org

Fonte: Pais & Filhos