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Saúde

2 de Junho de 2015

Pais devem ter cuidado com medicação para a febre nas crianças

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Os pais de hoje assustam-se demasiado com a febre dos bebés e crianças, alerta a American Academy of Pediatrics. Resultado? Abusam dos medicamentos para baixar a temperatura  – paracetamol – e dos anti-inflamatórios – ibuprofeno. As consquências de administrar estas medicações em situações em que não é estritamente necessário pode resultar num prolongamento da doença ou em risco para a saúde.

O grupo de pediatras, citado pelo The Telegraph, fala mesmo em ‘fobia da febre’ na sociedade de hoje. Há pais que administram paracetamol apenas por sentirem a criança ‘quente’ ou com temperaturas abaixo dos 38. A verdade é que a febre é uma defesa do organismo que surge para combater infecções e a não ser que seja elevada não deve ser contrariada por medicação.

A Academia alerta mesmo os médicos de família para deixarem de aconselhar o uso de antipirético ao mínimo sinal de febre, sendo que em muitos casos o intercalam ainda com ibuprofeno, pensando que os efeitos secundários são mínimos. A administração do paracetamol só deve ser feita se a febre estiver a provocar evidente mal-estar à criança.

Nas novas indicações da American Academy of Pediatrics, são relatados efeitos secundários principalmente quando são administrados o paracetamol e o ibuprofeno em concomitância. Diz o comunicado que os “médicos devem ajudar os pais a perceberem que a febre, por si só, não coloca em causa o estado de saúde da criança. Deve sublinhar-se que a febre não é doença, é antes um mecanismo fisiológico com efeitos benéficos no combate da infecção”.

Fonte: Jornal SOL