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Coaching Parental

21 de Abril de 2013

Os Pais Helicóptero

Li um artigo muito interessante sobre os pais que estão demasiadamente focados  nos filhos e nas suas necessidades ou experiências. Revi-me um pouco neste artigo e tenho receio de estar a comprometer a autonomia da M. Sei o que tenho de mudar, para não ser uma mãe helicóptero!

É um pássaro. . . é um avião. . . é um pai/mãe “helicóptero”!

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Esta é uma expressão promovida por Foster W. Cline, M.D. e Jim Fay no seu livro “Parenting with Love and Logic: Teaching Children Responsibility”,[1] de 1990, para designar os pais que estão muito focados nas suas crianças e nas experiências, necessidades ou problemas destes, particularmente no que respeita as instituições de ensino como escola ou jardim de infância.
Esses pais pairam constantemente sobre os seus filhos e são imparáveis quando se trata de assuntos relacionados com eles. Os pais terminam os trabalhos de casa, fazem e refazem os projetos de ciência e certificam-se que os seus filhos têm todas as vantagens para ganhar. Afinal já investiram tanto em serem bons pais que nada deve estar no caminho de sucesso dos seus filhos! E se isso acontecer, esteja atento! Os pais helicóptero entrarão em modo Black Hawk, mergulhando para o resgate e para resolver qualquer problema que esteja a incomodar os pequenos.
No entanto, este estilo pode sair-lhe caro. Faz com que as crianças vivem num perpétuo estado de dependência até a idade adulta e os deixa pouco preparados para lidar com os momentos negativos que venham a acontecer na vida. Se forem sempre resgatados ou micro-geridos, terão pouca prática no desenvolvimento das competências críticas para a vida como: auto-confiança, tomada de decisão e resolução de problemas.
É por isso que um grande número de “crianças helicóptero” sofrem muitas vezes do que tem sido chamado de “défice de atenção” e têm dificuldades em desenvolver a confiança nas suas próprias capacidades e enfrentar o mundo real lá fora.

O que mudar?
A mudança dos pais passa por aprenderem a serem envolvidos, mas não intrusivos na vida dos filhos, garantindo que eles desenvolvem e experimentem o sentimento de independência e que possam enfrentar um dia sem ter os pais por muito perto.

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