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Psicologia

27 de Maio de 2015

Optimismo para Crianças

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Copo Meio Cheio ou Copo Meio Vazio?

“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou” (Albert Einstein)
O optimismo, tema muito estudado dentro da Psicologia Positiva, mais do que ver a vida sempre com óculos cor-de-rosa, está sim relacionado com a forma como interpretamos as situações que vivemos.

Vejamos: Um aluno do 4º ano de escolaridade perante uma nota negativa no inicio do ano pressupõe por tal que não tem capacidades nessa área e fica focado na dificuldade que possui na mesma. Um outro aluno, perante o mesmo acontecimento, acredita na possibilidade de vir a ter melhores notas, observa a situação, procura entender o que levou a que tal acontecesse e começa a empreender esforços no sentido de obter uma melhor nota no teste seguinte.

Qual consideram que tem mais probabilidades de ter sucesso na disciplina?

Penso que a resposta é bastante lógica, e verificamos aqui que o optimismo tem em conta a situação vivida, com o cariz real que a mesma representa, mas pressupõe a possibilidade (esperança) de uma melhoria, colocando a criança em ação para a atingir. Desta forma o optimismo é também uma ferramenta que nos permite procurar na prática um melhor resultado.

Como promover o optimismo nas crianças?

1. Analisar a forma como a criança pensa e direcionar para o encontro de uma alavanca para a ação

2. Ensinar o optimismo à criança, sendo o próprio um modelo de optimismo

3. Ajudar a criança a perceber que os obstáculos e problemas são temporários, não refletem na íntegra o que somos noutras área e que dentro dela estão as competências para os resolver: “ De que forma poderás alterar o que pensas que vai acontecer com algum esforço da tua parte?

4. Propor um leque de possibilidades e alternativas na forma como pode reagir à situação

Como já indicado, e nas palavras do pai da Psicologia Positiva, Martin Seligman, “A base do optimismo não assenta em frases positivas ou imagens de vitória, mas na forma como pensa sobre os acontecimentos e as suas causas. A partir do momento em que situações difíceis acontecem a todos nós, o que é importante é aprender como responder a esses acontecimentos” (Seligman).