Espaço Família | Somos Avós

Opinião

31 de Julho de 2015

O tempo dos Avós…

avós (1)

Celebrou-se recentemente o dia dos avós, e apetece-me refletir um pouco sobre a sua importância no equilíbrio dos pais e netos.

Os avós assumem este papel porque os seus filhos, agora pais, se perpetuaram pelo nascimento dos seus filhos. Por sua vez, esses mesmos filhos que se fizeram pais devem-no à geração destes avós. Estamos interligados, correlacionados e somos corresponsáveis uns pelos outros. Ser família é isso, é pensar neste todo, nesta rede maravilhosa de consanguinidade e afetos.

Devemos a estes avós o tributo de geração, de modelos, de dedicação e investimento em nós, mas muito nos nossos filhos.

Fico a pensar nesta coisa gira que acontece e que todos vamos descrevendo que é a identificação de novas regras e de cedências que antes não existiam quando cerca de duas décadas antes eles próprios, antes somente pais, se confrontavam com desafios e exigências que ainda estavam a descobrir como resolver.

Agora, estes avós, já viveram mais, já conheceram mais e a confiança ganhou espaço à ansiedade e às dúvidas. Sentem-se seguros que tudo acaba por correr bem e permitem-se a adoçar os momentos com os netos.

Tudo é mais lúdico, mais sereno, mais do momento, sem tantas pressas, nem tropelias de rotinas. Mesmo os avós que ainda trabalham, o que acontece cada vez até mais tarde e já não corresponde aquele estereótipo de avós que estão em casa a criar os netos; conseguem criar hiatos de tempo extraordinariamente belos em que ensinam os nossos filhos a fazer cata-ventos, a saltar à corda, a fazer bolos e assim lhes gravam memórias daquilo que nós próprios também vivemos.

Estes avós de que vos falo saem mais, têm mais energia e vitalidade pelo aumento da esperança média de vida e por isso também eles próprios as suas necessidades e interesses. Este equilíbrio entre as três gerações, avós, filhos e netos, é fundamental para que ninguém se sinta atropelado.

Assim, cada um deve ter consciência do seu papel para que não existam sobreposições nem despromoções no exercício das responsabilidades e possam usufruir do estatuto que naturalmente é de cada um.

Viva os avós!

Ana Oliveira |Psicóloga Clínica e Terapeuta Familiar

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