Espaço Família | Como Cresceram

Coaching Parental

31 de Março de 2015

O que quer que o seu filho alcance na vida?

crianças

Quer que seja famoso? Actor, cantor ou um Cristiano Ronaldo com um grande conforto financeiro? Que siga de forma brilhante a carreira da família? Bem, talvez nenhuma das opções, ou uma ou outra no seu abstracto.

No entanto, a minha experiência diz-me que a maioria dos pais responde “quero que seja feliz”.

Feliz.

Ora, com a maioria da humanidade familiar a quer o mesmo, seria de esperar que já se tivesse conseguido desenvolver algures a formula mágica para a felicidade na infância, e que depois se prolongasse para o resto da vida.

Mas não.

O mais plausível que encontramos são estudos, factos cientificamente testados e comprovados que são o que de mais parecido teremos, pelo menos para já, com a apetecida “ciência da felicidade”.

Permitam-me partilhar convosco alguns resultados, deixando-vos o desafios de me apresentarem também ideias, estratégias e factos na busca pelo caminho mais lucrativo no cultivo da felicidade.

1Renunciar à tentação da comparação:

Por mais tentador que seja usar outros como exemplo ou orientação do comportamento e resultado que se pretende ver atingido, pode tornar-se, para uma criança, perigoso e doloroso crescer a acreditar que não se está à altura de algo que alguém decidiu para ela e que não se é ou nunca será como gostariam.

2. Insistir e persistir nas tradições:

As tradições dizem as crianças que elas fazem parte de algo. Que pertencem a uma história. Jantares de sábado, filmes de domingo à tarde, limpeza de casa ao sábado de manhã, o que fizer sentido para cada família. As tradições adaptam-se à rotina e dinâmica da família.

3. Receber as emoções negativas

Ninguém gosta de ver uma criança (ainda mais se for a nossa) chorar, espernear ou enfurecida. Mas é importante que esses sentimentos surjam e que façam parte das experiências das crianças.

Os pais também experienciam estas emoções negativas e podem servir de modelo de apresentação, gestão e reflexão “Vês? A mãe também fica irritada, vamos sair daqui um bocadinho que eu preciso respirar fundo, fico mais tranquila quando respiro fundo”.

Mais do que ignorar o mau comportamento ou procurar formas de tornar crianças obedientes, o sucesso está em ajudar as crianças a conhecerem, receberem e gerirem todas as emoções, mesmo as negativas.

4. Investir no tempo de brincar ou no tempo para fazer nada.

Tempo para ser criança é fundamental. Se queremos crianças felizes é importante que lhe permitamos que sejam isso mesmo, crianças. Depois do desgaste da rotina dos dias, da escola, dos trabalhos de casa, ter tempo para brincar, para estimular a sua criatividade, para descontrair, para não fazer nada é importantíssimo, alguns estudos chegam mesmo a correlacionar a falta de tempo para brincar com aumento dos níveis de ansiedade e dificuldades no auto-controlo. Brincar, é afinal, uma coisa séria.

5. Focar no empenho.

O sucesso é a interpretação que fazemos do resultado. As crianças que crescem a sentir que o esforço e empenho são igualmente notados e não são mais valorizados que a perfeição ou sucesso da tarefa, apresentam níveis de auto-confiança e auto-estima mais elevadas.

6. Encorajar Joelhos Esfolhados

Falhar. Falhar significa em primeira medida, ter tentado, ter corrido riscos, ter arriscado. As crianças que esfolham joelhos, que se aventuram, adquirem conquistas, autonomia e percepção de competência, para além de criarem memórias.

7. Estar e Ser Feliz

Ser um exemplo de bem-estar, de respeito por mim próprio, ter a força e coragem para aceitar os meus próprios limites e empenhar-me em ser “o meu melhor” possível, é um excelente principio para incentivar e motivar as crianças e outros à minha volta a fazerem o mesmo.

Que esteja feliz.

Cristina Nogueira da Fonseca

Fonte:

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