Mães e Pais na 1ª Pessoa

Catarina Beato 

Dias de uma Princesa

[o melhor dos meus dias. post sobre filhos]

ainda há quem venha a este blog deixar o amoroso comentário a sugerir que gosto mais do meu filho mais velho. eu não sei se é possível gostar mais de um filho do que de outro mas sei que é possível gostar de maneiras diferentes ainda para mais quando falamos de dois rapazes com feitios e reacções opostas e com uma diferença de idades superior a oito anos. aquilo que posso elogiar ao mais velho não é aquilo que posso dizer do mais novo, e vice versa. as coisas que me deliciam no meu filho pequeno não são aquelas que me encantam no meu filho grande. elogio muitas vezes a capacidade que o G. tem para ser o irmão mais velho. e continuarei a elogiar porque merece, porque tem uma paciência infinita e porque é justo que lhe diga o quanto me ajuda na rotina dos dias. ao meu filho pequeno dou todas as horas dos meus dias há quase três anos, adormeço-o todas as tardes e todas as noites, sirvo-lhe todos os copos de água, canecas de leite e maçãs descascadas que me pede, dou-lhe todos os minutos que quiser brincar no parque mesmo que estou farta de empurrar baloiços e fingir que estou a pedir comida no McDrive. não dei nada disso ao meu filho grande, era uma miúda de 24 anos acaba de ficar órfã de pai. amei-o devagar, um bocadinho mais todos os dias, numa descoberta disto de ser mãe, o meu filho mais velho ensinou-me a paciência, a calma, a importância do tempo. e é isso que lhe agradeço. o meu filho mais velho deu ao irmão uma mãe muito melhor do que aquela que teve com a mesma idade. a mãe que se apaixonou perdidamente quando, há quase três anos, lhe puseram aquele miúdo no peito. os elogios escritos ao meu filho pequeno deixo-os para quando ele souber ler.

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