Espaço Família | O nosso 1º Filho

Psicologia Clinica

17 de Junho de 2013

O Grande Dia!

Fotos-de-mães-grávidas

O parto é na maior parte das vezes visto como algo assustador, a ponto de haver quem opte por não ter filhos para não ter que passar por ele. Mesmo para quem já está grávida ou a pensar engravidar, é muitas vezes um assunto non grato. Mas não tem que ser.
Uma das melhores formas de ultrapassar este receio é procurar informação. Informação séria e fidedigna. Não ajuda os relatos terríveis do tempo das nossas avós, nem as histórias de horror que nos contam amigas, primas e vizinhas. Interessa informação fornecida pelo nosso obstetra, em quem devemos sentir confiança, pelos cursos de preparação para o parto, por enfermeiras parteiras e outros técnicos de saúde da área da obstetrícia.
Hoje em dia há inúmeras formas de minimizar a dor e de ajudar a mãe e o bebé. Deve pedir essa informação ao seu obstetra e com a ajuda dele, perceber melhor que tipo de parto vai querer para si.
Pode realizar o seu plano de parto. O plano de parto é um documento em que escreve como gostaria que fosse este vosso momento, caso não haja necessidade de uma intervenção urgente. O plano de parto é já aceite e respeitado por muitos hospitais e maternidades. Nele pode registar o seu desejo em ter ou não anestesia epidural, em ter ou não um acompanhante no parto e quem quer ter, em ter ou não mobilidade durante o período de dilatação, entre muitas outras possibilidades.
A elaboração de um plano de parto ajuda a prever melhor esse tão importante momento. Sempre que possível é também aconselhada uma visita ao hospital ou maternidade onde pensa ter o seu bebé, para melhor poder preparar-se para o grande momento. Todos estes movimentos vão ajudar o casal a sentir-se mais seguro.
É também muito importante conversar com o seu companheiro e perceber como ele está a antecipar esse momento. Muitas vezes os pais escondem os seus receios para que isso não afete a mãe, o que acaba por ser percetível à mãe e até mal interpretado por ela, afetando-a negativamente e com muito mais intensidade.
É muito importante que os dois falem sobre o parto, se a mãe quer que o pai esteja presente, se o pai quer estar presente, se a mãe tem receios e que receios são, o que espera do seu companheiro, o que pensa o pai ser a sua tarefa e assim adequarem projeto e expetativas.
O parto não deve ser pensado à luz do que se viu num filme, ou do que se pensa que os outros esperam que seja. Deve ser um momento íntimo, definido pelo casal em conjunto com a equipa clínica.
E para além de toda a preparação, não esqueça que o seu corpo vai ajudá-la e sabe o que fazer no momento certo.

 

Dra. Patrícia Saramago

(Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta)
patricia.saramago@gmail.com
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