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Psicologia

9 de Maio de 2013

O Casamento

casamento

É oficial… estou noiva e muito feliz! Foi completamente inesperado… já há algum tempo que falamos em construir um futuro juntos, ter um filho… mas o B.  sempre disse que não fazia questão de casar e por isso  nunca pensei que  algum dia iria ouvi – lo dizer “Queres casar comigo?”.

O relacionamento destes enamorados é cada dia que passa mais sólido e a perspetiva de futuro a dois começa a desenhar-se no horizonte.
Em conjunto começam a construir a ideia que é o momento ideal para oficializar a relação. A fase do namoro tem um tempo determinado e para os dois surge a necessidade de não só partilhar sentimentos mas crescer e construir um futuro em comum.
Independentemente do tempo de namoro, a decisão de casar, é determinada pelo momento que os dois estão a passar, pela vontade e pela certeza que estão prontos para viverem juntos.  Não existe necessariamente um tempo certo para sair do namoro e assumir um compromisso com um anel de noivado, mas sim afinidades e sentimentos.
Decidiram enfrentar este desafio, o casamento, com serenidade mas sabendo que é um passo decisivo nas suas vidas. Agora em fase de noivado começam a planificar o dia que irá oficializar a sua relação.
Planear o dia da cerimónia é uma tarefa exigente. Os noivos querem disfrutar dum dia memorável e querem proporcionar aos seus convidados momentos únicos, repletos de magia e principalmente, inesquecíveis.
Ela quer escolher o vestido e o buqué que idealizou, ele pretende ir o mais confortável possível. São muitos os pormenores e que têm de ser escolhidos cuidadosamente – a data e horário da cerimónia, casamento religioso ou apenas civil, os convites, o buffet e a lua de mel. O dia da cerimónia aproxima-se e os noivos sentem a responsabilidade do momento que dentro de dias vão estar a viver. A incerteza de que tudo aconteça como planeado aumenta a ansiedade dos noivos e todos os pormenores são revistos para evitar imprevistos de última hora.
Eis que o grande dia chegou, muitos sorrisos e votos de felicidade mas acima de tudo o desejo de viver continuamente um sentimento forte capaz de sustentar todas as adversidades e conquistas da vida em comum.
Pensar em casamento é pensar em semelhanças e diferenças e, acima de tudo, ponderar. As diferenças individuais sempre vão existir ao longo do casamento, seja no início ou durante o relacionamento a dois e para manter uma relação harmoniosa é crucial implementar um diálogo aberto e sincero. Além do amor, a relação precisa ser baseada na confiança mútua. Agora, enquanto casal, precisam compartilhar e, muitas vezes ceder e lidar com as vontades e as insatisfações do parceiro e perceber que não são apenas uma só pessoa, mas sim duas num relacionamento comum.

Dra. Sandra Silva (Psicóloga Clínica e Mediadora Familiar)
Consultório em Santarém – 243 328 303
CEFIPSI: Centro de Formação e Investigação em Psicologia

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