Mães e pais na 1ª pessoa

20 de Maio de 2013

Nunca se sabe o dia de amanhã…

Acordar a meio da noite com um pesadelo daqueles que nos deixa o dia todo angustiadas, com o coração apertado e com um desejoso enorme de abraçar as minhas filhas e não mais largá-las, poder garantir que nunca iria faltar-lhes, foi o resultado desta última noite de um sono tão agitado que acordei mais cansada do que quando me deitei.
Este vai ser um post pesado, que poderá fazer impressão a algumas mães mais sensíveis e vai deixar algumas a pensar também.
O meu sonho foi péssimo,  não tanto ou directamente para elas, mas eu morrer e deixar três miúdas pequeninas, sem mãe tão cedo, é mau e claro que as iria afectar imenso. Mãe há só uma e amor de mãe também.
Pensar que nunca mais iria vê-las, que não iria acompanhar o seu crescimento, as suas graças, as suas conquistas e não iria poder estar cá para lhes dar conselhos, um ombro para chorar e um colo para adormecer, deixou-me a pensar. A pensar, porque nada na vida é garantido e muitas vezes não é só aos outros que acontece, também nós podemos, de um minuto para outro deixar de cá estar por uma razão parva ou simplesmente porque era esse o nosso destino e tinha mesmo que acontecer.
Bati três vezes na madeira, rezei e pedi para que nada do que sonhei aconteça. Pedi para ficar por cá muitos, mas muitos mais anos, com as minhas três filhas que são a coisa que mais AMO.

Uma coisa decidi, vou pedir ao H. que vá fazendo algumas gravações minhas com elas, minhas a dizer o quanto as amo, o quanto as irei amar e o quanto para mim são importantes. Irei tentar deixar gravados alguns conselhos de mãe, algumas mensagens queridas, porque se um dia algo me acontecer, só peço que não me esqueçam e só peço que lhes mostrem o quanto eu as amei.

Pode parecer macabro, lamechas e horrível, mas nunca se sabe o dia de amanhã…

Hoje escrevi em forma de desabafo o que me vai no coração,  para que desapareça este nó que tenho na garganta e que me está a dar tanta vontade de chorar. Lágrimas enquanto escrevia, caíram algumas, mas no final, fiquei muito mais aliviada…
Obrigada.

i love you

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