Espaço Família | Como Cresceram

Atividades

17 de Junho de 2014

Nós cantamos à mesa

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Lá em casa somos muitos. Dois adultos com Síndroma de Peter Pan, duas crianças (mas chegam a ser quatro), duas gatas, uma cadela e uma micro horta. Como aguentamos? Com muito riso e muitos disparates saudáveis pelo meio das coisas que já por si são e têm de ser sérias. Há algumas horas críticas em todas as casas onde há crianças e as horas das refeições são alguns exemplos. Quando a refeição é posta na mesa, as cadeiras lá de casa parece que têm picos, ganham vida, e eles já chegaram mesmo a estatelar-se delas abaixo. O que fazer quando a televisão não é opção, como é o nosso caso? Acima de  tudo conversamos muito sobre o nosso dia: os amigos, as pequenas aventuras, as conquistas e as contrariedades, as paixonetas e as aulas. Na era em que conversar é algo em vias de extinção, nós somos contra corrente e conversamos. No meio desses momento fazemos jogos. Um deles passa por cada um falar sobre as coisas boas e as menos boas de si próprio e dos outros. Com isto todos aprendemos a conhecermo-nos melhor. Há uma brincadeira que eles adoram: imitar os adultos da família a ralhar. Sim, e os miúdos cantam à mesa, apesar de não ser politicamente correcto. Mas há sempre uma canção nova que aprenderam e trazem da escola. E também inventam letras onde entramos todos. Resultado: raras são as refeições onde imperam as zangas e os ralhos. O riso é a palavra de ordem.

[Este texto foi escrito pela Teresa Salvado e faz parte de uma série de ideias que outras mães e pais vão deixando por aqui de vez em quando.]

Idades:  0-2 anos, 3-5 anos, 6-8 anos, 9-12 anos

Informação adicional: 

[Sobre a autora]

Chamo-me Teresa Salvado, sou lisboeta e jornalista. Ler e escrever é um vício. Quando achava que os grandes desafios da minha vida estavam na carreira profissional, que escolhi desde muito cedo, nasceram-me dois filhos – ela tem agora 13 e ele 8 anos. Foi quando nasceram que tive, pela primeira vez, a noção do que é ter responsabilidades e ter desafios enormes. Mas acima de tudo soube finalmente o que é amar de forma incondicional. Além dos filhos há uma sobrinha que é filha, com 13, e um enteado com 6. Estar na vida dos meus dois filhos é o maior desafio da minha vida. É uma conquista ao minuto. Uma aprendizagem sem limites. Se eu podia não ter tido filhos? Podia, até ponderei isso. Mas não seria de todo a mesma coisa.

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