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Psicologia

5 de Junho de 2014

Ninguém me ouve…

ninguém me ouve

Momentos como o acordar, os trabalhos de casa, as refeições, o banho ou o deitar, são rotinas que se podem revelar mais desafiantes para os pais, levando a que falem mais alto, “gritem” até. No entanto, percebem que os seus filhos não ouvem, não obedecem e o mau estar aumenta em casa, um local que à partida deveria ser de segurança, conforto e afecto.

Quando se fala mais alto, ou se “grita”, a probabilidade de ser ouvido diminui de forma significativa, e aumenta o seu nível de stress e dos que o rodeiam. Ao gritar, os pais estão mais concentrados em se fazer ouvir e menos atentos aos comportamentos e atitudes dos seus filhos, que acabam por receber todo o mau estar. Para serem ouvidos pelos seus filhos, é necessário que estes se sintam ouvidos, sintam que os pais estão verdadeiramente atentos a eles como um todo. Surpreenda-os, falando mais baixo, aproximando-se e pedindo alguns minutos de atenção. Se perceber que mesmo assim está com dificuldades em conseguir a atenção deles, manifeste-se, demonstre que gostava de ser ouvido, que é importante para todos. Há momentos em que poderá estar com dificuldades em comunicar com os filhos. Quando isso acontecer, opte por sair da mesma divisão, faça um intervalo de alguns minutos para se restabelecer. Sabe que é normal os pais terem intervalos? Que por vezes é muito difícil fazer a gestão da vida familiar e profissional?

Por vezes ajuda pensar que não precisa ter sempre razão nos assuntos dos filhos, porque isso acontece. Por vezes, é mesmo verdade que os pais não têm sempre a razão.

Maria João Matos Psicóloga Clínica Equipa Mindkiddo – área infantil e juvenil da Oficina de Psicologia

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