Mães e pais na 1ª pessoa

20 de Abril de 2013

…não é mais “gorda querida”

…O post de hoje achei muito, muito importante partilhar, pois quase todos conhecemos crianças e bébes gordinhos.
Claro que não seria dramático, para já, continuar a chamar a C. pequenina de “gorda querida”, talvez, não, talvez sim, pelo sim pelo não é oficial, a C. pequenina apesar de ser uma forma carinhosa, já não vai ser chamada de tal. Fui alertada por uma amiga do problema que isso poderia trazer á vida futura dela, tal como alerto todos os pais e amigos de quem tenha filhos mais gordinhos e mesmo que de uma forma querida lhes chama “gorda e gordo”.

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…a C. pequenina, adora estar no andarilho Chicco
fofo e camisa Letras Bordadas

Muitas vezes começa cedo esse hábito de cognominar os nosso filhos mais redondinhos, mas já pensaram o trauma que lhes podemos estar a causar?

Esta história é verídica e foi-me contada por uma amiga que tem uma filha que adora comida e tem umas formas mais redondinhas, mas principalmente por uma mãe, que vive angustiada e sempre com o coração apertado pelo drama que este tema é para a sua filha. A anorexia infantil existe e somos nós mães que temos de estar alerta.

Desde pequena  a filha teve bochechas grandes e foi redondinha…ainda hoje é!
Toda a gente lhe apertava as bochechas e dizia:” Tão gira…é tão gordinha…tem umas bochechas que só apetece apertar…”
E ela cresceu a odiar as pessoas que se chegavam perto dela,a odiar a bochechas e a odiar ser “gordinha”.
Com 4 ou 5 anos já tinha conversas com a mãe sobre não gostar dela porque era gorda,e querer fazer dietas. Na praia não se queria despir, nem queria mostrar a barriga.

Um dia no infantário chamaram a mãe porque ela não queria ir á casa de banho, e sabem porquê?  Porque tinha espelhos e ela não gostava de se ver no espelho por se achar gorda!!!!
A mãe ficou em pânico como devem imaginar.

Não imaginam o drama de mães com filhas anorécticas desde os 3 anos, que vomitam a comida,  a escondem e dão ao cão, um pesadelo e uma constante preocupação para os pais.

Desde essa altura que esta minha amiga tem  longas conversas com a filha  sobre a sua auto-estima e por isso muito cuidado com tudo o que dizemos…
Por enquanto tem conseguido controlar, mas luta todos os dias para que ela não pense nisso mas a verdade é que aquilo que as pessoas lhe chamavam por ser um termo querido…marcou-a e muito!!!!

E porque achei um tema mesmo muito importante para Todos, convidei a Duchess do blogue 4D (vejam aqui, é um blogue que adoro, que já falei aqui algumas vezes e que várias pessoas me têm dito gostar muito também). A S. (Duchess) é psicóloga clínica, terapeuta familiar, com especialização em educação parental e por isso quando lhe perguntei se gostava de me dar uma opinião sobre este tema, foi logo pensar e escrever sobre isto. Adorei este post por isto também, porque é uma pessoa que admiro e que um dia sei me vai dar o seu autógrafo no livro que ainda vai escrever. Obrigada S. espero poder ter mais vezes a tua participação no meu blogue.

Vejam o que pensa a S. sobre esta asunto tão delicado.

“As palavras que nunca te direi

Cada caso é um caso, é o que costumo dizer, é como costumo começar.
Mas, por outro lado, também é preciso fazer generalizações, procurar padrões. De outra maneira, dificilmente conseguiremos caminhar.

Uma amiga muito querida, chamava-me “minha gorda” quando eu era pequenina. E eu achava engraçado (e estranho), porque era muito magrinha, com muita pena da minha mãe. Mas se ela me chamasse “minha magricela” será que eu ia gostar? Acho que não!
Também, de vez em quando, dava-me vontade de chamar gordinhos aos meus lingrinhas, talvez exactamente porque, achando que isso não correspondia ao perfil deles, não fazia mal, já que eles não se reviam naquela palavra. Agora, à distância, eu pergunto: também não poderá ser sentido por eles como uma crítica ou uma provocação?
Realmente dá que pensar. Mais do que ser ou não ser gordinha, o importante é como a criança se vê e o significado que dá ao que vê, ao que a rodeia, ao que sente. E de onde vêm os significados que as crianças dão à sua realidade? Da sociedade, claro está. Isto no geral. No particular, de um microcosmos muito especial: a família.

E uma criança nem sempre compreende que uma mãe ou um pai ou uma avó ou uma tia (ou a educadora na escolinha) lhe chame gorda ou gordinha porque é um termo carinhoso como são ‘criduxo’, ou amor ou docinho ou…
Gordo é apenas uma palavra, mas carregada de significado. Assim como todas as outras palavras não são apenas palavras destituídas de carga afectiva.

E se uma criança começa a ver-se de forma errada porque os adultos significativos da sua vida lhe colocam um rótulo errado?
Claro que mesmo assim é diferente quando o dizemos com carinho, quando os gestos coincidentes acompanham, quando o amor paira no ar. Mas mesmo assim talvez não seja muito boa ideia. Pior ainda se o fazemos com ar de crítica, mais ou menos clara e consciente, mais ou menos encapotada.
Sem nos darmos conta estamos a enviar mensagens contraditórias aos nossos filhos: não és gordo, mas eu chamo-te gordinho. Ou então, “ és gordinho sim e eu até te estou a ensinar a comer de forma saudável, a mostrar-te que temos que viver com algumas restrições…mas mesmo assim chamo-te gordinho”. Estranho, não? Isto para a criança pode ser ambíguo e difícil de compreender.

Numa postura de educar para a positividade e para as competências, talvez o melhor seja, de facto, evitar todas as palavras com carga negativa, mesmo que ditas com a melhor das intenções. Como diria de Shazer, as palavras são mágicas e a forma como as pessoas se descrevem a si próprias e aos outros é fundamental. Então devemos libertar-nos e ajudar os nossos filhos a libertarem-se da linguagem-problema e passarem para a linguagem-solução.
Não existe nada fora da linguagem e esta tem sem dúvida um tremendo poder de sugestão. O que se fala e como se fala faz a diferença, toda a diferença. Não nos podemos esquecer disso. Dá trabalho? Claro que dá, mas as relações dão trabalho. Apenas isso.
Devemos pois trabalhar a auto-estima dos nossos filhos desde a mais tenra idade. E se entendemos a auto-estima como o respeito por si próprios, então nós, pais/educadores, estamos desde cedo a ensinar os nossos filhos a terem respeito por si próprios e, em sequência, também pelos outros. E este respeito ajudará a que façam escolhas saudáveis ao longo da vida.
Para que haja auto-estima tem de haver um apoio incondicional por parte das pessoas significativas da sua vida, dos adultos importantes aos quais a criança está vinculada. Ela deve saber, tem de saber que é valorizada e amada. Só uma criança que se sente amada e valorizada será capaz de lidar com a vida. E só assim desenvolverá auto-estima e respeito pelos outros. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca!”

Muito obrigada S. tenho a certeza que todos vão gostar.
Muito obrigada C. por me teres alertado para este tema.
Por esta história e por tantas outras semelhantes desde a semana passada deixámos de chamar “gorda querida” á C. pequenina.

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love sweet love…

ps -… as roupas, presente da DOT ficaram a matar nas Cs. giras, giras, giras…

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obrigada Dot, adorei e elas também
o cavalo de pau foi dos primos I. e H. (tem cerca de 20 anos)
tunica a calções verdes da Dot

pss – …no sábado deu para fazer de tudo um pouco aqui fica o registo do que chamo mais um “sábado em grande”

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…corridas, brincadeiras com a Kika, subidas ás árvores, apanhar flores do campo, jogo de ténis e ainda na cozinha para fazer scones…tudo num dia só
túnica DOT, calças de ganga Zara Kids, tenis Victoria na Patachoka, laço Sete Anjinhos

pss – … querida P. aqui fica uma foto dos chapeus da Verde Menta, minha aposta para a C. este Verão, juntamente com o de palha que já mostrei aqui várias vezes ( Massimo Dutti). Estes ficam o máximo adoro o ar coquette que lhe dá e existem em várias cores, fucsia que também adoro, encarnado, azul turquesa e azul escuro. Para já optei por branco que dá com tudo.

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chapéu Verde Menta
túnica Massimo Dutti (colecção passada)
colar cor de rosa Inhas Queiroz
colar de âmbar StonebyStone

psss – …mais uma marca nova com coisas muito, muito giras, Maria Besnica, mais uma nome a decorar! Parabéns gostei muito das vossas roupas….

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para os meninos quando nascem ficarem um amor, Maria Besnica

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…para eles, para elas…lindos
Maria Besnica

Boa semana!

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