Atualidade

15 de Maio de 2015

Mulheres portuguesas têm o primeiro filho aos 29 anos

Um relatório do Eurostat revelou a média de idades em que as mulheres europeias têm o primeiro filho. Em Portugal, a maioria dos nascimentos acontecem depois dos 29.

Em média, as mulheres portuguesas têm o primeiro filho aos 29 anos de idade. O dado foi revelado esta semana num relatório do Eurostat, o instituto de estatística da União Europeia, a propósito do Dia Internacional da Família, que se celebra esta sexta-feira.

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A maioria das mulheres na União Europeia (51,2%) tem o primeiro filho por volta dos 20 anos de idade, uma tendência que não é seguida pelos países do sul da Europa, onde grande parte dos nascimentos acontece depois dos 30.

Em Itália, por exemplo, a média é de 30,6 anos. Em Espanha e no Luxemburgo, os nascimentos acontecem depois dos 30 e na Grécia depois dos 29. Em 2013, Itália foi também o país onde se registaram o maior número de mães com mais de 40 anos, atingindo uma percentagem de 6,1%.

Por outro lado, é no leste que a maternidade se inicia mais cedo. A Bulgária, a Roménia e a Letónia são os países onde as mães são, por norma, mais novas. Em 2013, o país que registou o maior número de mães adolescentes foi a Roménia, com uma percentagem de 15,% em relação ao número total de nascimentos.

Portugal também segue a tendência de países como Espanha e Itália, com as mães portuguesas a terem o primeiro filho, em média, aos 28,9 anos de idade. A faixa etária onde ocorrem mais nascimentos é a dos 30 aos 39 anos.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas no final de abril, entre 2009 e 2014, registou-se um aumento na proporção de nascimentos em mães com idades compreendidas entre os 20 e 34. Porém, o grande salto aconteceu na faixa das maiores de 35 anos, onde se verificou um aumento de 7,9%. Já no que diz respeito às mães com menos de 20 anos, a tendência foi para diminuir.

Apesar disso, é na faixa 20 aos 34 que ocorrem o maior número de nascimentos. Em 2014, o número de nascimentos correspondeu 68,5% em relação ao total. Nas mães com mais de 35, foi de 28,4%.

Fonte: Observador