Mães e pais na 1ª pessoa

29 de Maio de 2013

Mercado de Matosinhos [Consumir localmente]

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Sou menina de rituais. E este é mais outro, que acontece ao fim-de-semana.

De há um ano e tal para cá, vou regularmente, e ao Sábado,  ao Mercado de Matosinhos.

 

E porquê?

 

Por muitos motivos. Primeiro, porque estou a ajudar os comerciantes locais, os agricultores aqui da região. Bem sei que há produtos que são da Makro ou de Espanha mas, com alguma atenção, lá vou percebendo quem vende o quê e onde é que estão os produtos que mais gosto.

 

Depois, porque os produtos são mais naturais, com mais sabor e até mais bonitos. Há mesmo um cantinho biológico. Admito que na maior parte dos casos não compro biológico.

As razões são várias, ora vê: o preço é bastante superior; muitas vezes não são frescos; a maior parte deles vem do outro lado do mundo ou do Sul do país e, para cá chegarem, consumiram muita gasolina e poluíram muito. Sou mais adepta do “consuma localmente”.

 

No Mercado de Matosinhos, sabem quem eu sou. Sim, gosto de me sentir mimada! Hoje sou eu quem vai, com a minha filha. Antigamente, ia com a minha mãe. E a cada Sábado lá oiço histórias de quando eu era pequena e trago“cumprimentos à tua mãe!”. É bom estar com gente que sabe o meu nome, que me trata bem e que fica animada por ver gente nova a voltar às origens.

 

E é bonito, o nosso Mercado! Tem uma luz branca que nos acorda. Às vezes fico com a sensação que estive ao ar livre. Outras, tenho a impressão que acenderam as lâmpadas, mas não. O segredo está no tecto cheio de janelas e que deixa entrar a claridade do dia, mesmo que lá fora esteja cinzento e chova.

Quando entras pela porta em frente ao Porto de Leixões, dás com a zona do peixe. O chão está molhado e nos stands vês a cor prata. Ele é robalo, ele é dourada, ele é peixe-porco, ele é lulas e amêijoas em bancas cheias de gelo. E quando olhas para cima, vês um elevador todo moderno e duas escadas que te levam aos legumes, aos animais, à fruta e à florista. E lá em cima cruzas-te com gente que conhece de cor o nome das hortaliças, que te dá a provar fruta boa e que te explica o poder de determinadas plantas. E, cá de cima, tens uma vista espectacular: vês o movimento organizado da venda do peixe. É qualquer coisa…

 

Aqui é tudo muito mais barato e trago só a quantidade que preciso. Não tenho de comprar embalagens fechadas, cheias de plástico e ainda dou uso ao carrinho de compras que tenho, cheio de pinta!

 

E mais razões?

O peixe é delicioso, fresquinho fresquinho.

A minha filha pode dar milho às galinhas e pode ir ver os coelhinhos ou até tocar no peixe, se bem lhe apetecer. E isto eu não encontro nos hipermercados, nem nos parques infantis que também frequentamos ao fim-de-semana.

Os ovos são caseiros e os bolos saem muito amarelinhos. Tenho é de me lembrar de levar uma embalagem de ovos para os colocar. Mas, e se me esquecer, há sempre alguém simpático que me arranja uma.

O Mercado é visitado por artistas que dão música aos comerciantes e aos clientes. Música ambiente? Não! Música ao vivo!

 

E depois, porque é um ritual. E, como em todos os rituais, dão-me a sensação de conforto, de segurança e, neste caso, de estar a fazer bem pela minha comunidade, pelo ambiente e pela saúde, também.

 

E tu, já te lembraste de consumir localmente?

E o teu mercado, como é?

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