Atualidade

22 de Abril de 2013

Menina vende limonada contra a exploração infantil

Em Maio de 2012, Vivienne Harr, de 9 anos, viu, durante uma exposição, uma fotografia de dois rapazes escravos a carregarem grandes pedras. Foi nesse momento que descobriu a existência da exploração infantil e, sem conseguir ficar indiferente, a menina norte-americana decidiu agir: criou uma banca de limonada e já angariou mais de 115 mil euros, o valor de que necessitava para ajudar a libertar 500 escravos.

A menina criou uma banca de limonada para angariar fundos para associações que lutam a favor da libertação de escravos

 

“Nunca soube da existência da escravatura, mas soube que era errado e quis tomar uma posição para defender estas pessoas”, conta a menina no seu site oficial, sublinhando que ninguém deve admitir o roubo dos sonhos e da dignidade a estas crianças.

Com a ajuda da família, principalmente do pai, Eric Harr, que tem sido o seu braço direito, a jovem lançou o projeto “Make a Stand” para vender a sua limonada orgânica – “a Lemon-aid”.

O sucesso da iniciativa tem sido tal que, após apenas dois meses desde o seu arranque, Vivienne tinha já conseguido juntar cerca de 40.000 euros, “viajando” com a sua banca pela vizinhança em Fairfax, na Califórnia, e apelando à generosidade da comunidade local, que aderiu em massa a esta causa.

O trabalho desenvolvido pela menina chamou a atenção dos media e tem merecido destaque em prestigiados meios de comunicação social, como a BBC, a CBS, a ABC, o Huffington Post ou o Yahoo News.

Limonada já é vendida para fora dos EUA

Graças a esta exposição e à sua divulgação em redes sociais como o Twitter e o Facebook, o projeto acabou por se tornar global e Vivienne até já exporta a sua limonada em garrafas para os quatro cantos do mundo.

Todos são convidados a ajudar com o que podem, sendo que o valor mínimo estipulado para a aquisição de um conjunto de 12 garrafas é de apenas um dólar (cerca de 76 cêntimos).

Consoante as possibilidades “e o que o coração puder dar”, os interessados podem contribuir com mais ou menos dinheiro, tendo a opção de comprar a “Lemon-aid” no próprio site do projeto, o que possibilita uma solidariedade sem fronteiras.

Os lucros obtidos com as vendas revertem inteiramente para um conjunto de associações que trabalham com vista à eliminação da escravatura, entre as quais a Free the Slaves, a Not For Sale, a Nepal Youth Foundation, o International Programme on the Elimination of Child Labor e a GEMS: Girls Educational & Mentoring Services.

Embora já tenha excedido o objetivo a que se propôs inicialmente, a menina garante que vai continuar a lutar pelos direitos destas crianças. “Ao dia 173 alcancei a minha meta mas, quando acordei no dia seguinte, quis fazer mais”, revela a menina. “A exploração infantil não parou, pois não? Então eu também não vou parar”, assegura.

Fonte: Boas Notícias