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17 de Março de 2015

Maternidade após um cancro

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Foi publicada mais uma notícia sobre a possibilidade das mulheres engravidarem após um cancro. É muito importante que os profissionais de saúde em especial os oncologistas saibam que existe a possibilidade das mulheres congelarem os seus ovócitos antes de iniciarem os tratamentos de quimioterapia e radioterapia. É importante que saibam e que informem as doentes atempadamente!

Um dos efeitos secundários dos tratamentos oncológicos é a infertilidade dado que os fármacos utilizados podem danificar as células germinativas dos ovários e dos testículos. Como hoje em dia são bastantes os doentes que se conseguem curar é importante pensarmos na qualidade de vida destes doentes após ultrapassarem a doença.

Em Portugal apenas existe um centro público que faz a preservação da fertilidade feminina, no entanto, existem várias clínicas privadas onde este tratamento está disponível.

Passos do Tratamento

1)  Consulta com o médico oncologista e parecer sobre preservação de fertilidade. No caso das mulheres o tratamento demora cerca de 15 dias (no homem em princípio bastam 4 dias para que possa fazer recolha de 2-3 amostras seminais) pelo que o médico oncologista tem que avaliar se o tratamento oncológico pode ser adiado;

2) Consulta com o médico especialista em fertilidade e definição da medicação a ser utilizada no protocolo de estimulação dos ovários;

3) Início da estimulação dos ovários, recolha dos ovócitos e congelação;

4) Realização do tratamento oncológico.

Após os tratamentos oncológicos a fertilidade pode ser afetada permanentemente ou apenas temporariamente dependendo da dose de medicação utilizada e de cada pessoa. Caso a mulher não consiga engravidar espontaneamente pode sempre utilizar os ovócitos congelados e fazer fertilização in vitro. O mesmo acontece com o homem, neste caso os tratamentos disponíveis de fertilização incluem também a inseminação intra-uterina.

É importante que esta informação seja do conhecimento de todos! Divulgue-a! Por último gostaria de referir que também existem tratamentos de preservação de fertilidade para crianças e para pré- adolescentes que ainda não entraram na puberdade no entanto estas técnicas são ainda consideradas experimentais.