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Opinião

6 de Novembro de 2014

Mães que ficam em casa: Não devem ao mundo uma explicação

Acho que a maternidade deve ser promovida, e a instituição da família deve ser defendida, mas já fazem um excelente trabalho simplesmente por serem mães.

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“Este artigo foi originalmente publicado no The Matt Walsh Blog e foi reproduzido aqui com permissão do autor, traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger.”

Às mães que ficam em casa

Uma vez, há alguns meses, escrevi este post sobre vocês. Era uma simples expressão de gratidão às donas de casa e mães, especialmente à minha esposa.

O meu post teve um pouco de atenção. Foi visualizado em torno de três milhões de vezes em dois dias, na verdade.

Verdade seja dita, nunca pretendi ser um porta-voz oficial para as mães e donas de casa. Não precisam dos meus serviços, nem estou preparado para fornecê-los. A maioria de vocês pode eloquentemente defender a sua vocação, e porque  tem experiência na área, pode torná-lo mais rico e convincente do que eu jamais poderia.

Eu sou apenas uma pessoa que ama a sua mulher e valoriza os sacrifícios que ela faz em prol da família. Essa é realmente a totalidade da minha visão sobre este assunto.

Por isso, é com hesitação apropriada que eu ofereço apenas uma sugestão para todas vocês.

Aqui está: não dê atenção a pessoas como esta, que humilham mulheres que ficam em casa e adiam a carreira.

Na verdade, nem sequer clique no link. É um post de blog, a partir de um site qualquer intitulado “Eu desprezo mulheres jovens com maridos e filhos e não me arrependo.”

É quase tão esclarecedor quanto parece. A essência: essa mulher não tem filhos, nunca foi casada, tem zero de compreensão do que seja criar filhos ou manter um casamento saudável, mas está decidida a degradá-la, porque, provavelmente, a pobre menina está com dificuldades financeiras e necessita obter uma tonelada de cliques para que possa conseguir algum dinheiro na receita publicitária.

Não costumo ler os incoerentes, mal feitos, os chamados lixos inflamatórios, então não estava ciente deste post ou site até uma hora atrás. Só tomei conhecimento quando dezenas dos meus próprios leitores, a maioria das mães que ficam em casa, enviaram o artigo para mim, a pedir a minha opinião.

E qual é a minha opinião? Bem, levanta alguns pontos interessantes e todos devemos fazer uma pausa para refletir sobre as suas observações.

Estou a brincar. Parece ser uma pessoa desagradável a implorar por atenção.

Estou a dizer isso sobre ela, principalmente porque estou de cabeça quente e sou facilmente provocado.

(…)

Mas não têm que fazê-lo

Não têm. Realmente, não têm que fazer isso.

Se ler os comentários sobre esse artigo ridículo, verá mulheres que expressam indignação (compreensivelmente), mas também a oferecem explicações sobre o motivo por que decidiram não terceirizar a sua função materna. Doeu-me ver isso. Está a criar os seus filhos, é simples. Não deveria ter que dar uma razão, assim como não tem que explicar porque bebe água ou anda sobre duas pernas.

Acho que a maternidade deve ser promovida, e a instituição da família deve ser defendida, mas vocês já fazem um excelente trabalho simplesmente por serem mães.

O desrespeito à opção de ficar em casa decorre da ignorância

A única cura para a ignorância é a verdade, e há duas maneiras de administrar uma dose do mesmo: pode dizer, ou pode demonstrar isso.

Tudo o que eu faço quando escrevo é dizê-lo. Como mães – no mundo, contra todas as probabilidades, contra a opinião alheia, dando de si mesmo, dedicando as suas vidas para suas crianças – está demonstrando isso. Você está vivendo isso.

Muitos de seus críticos simplesmente nunca o fizeram. Eles não têm estado nas trincheiras durante todo o dia, a cada dia, a moldar crianças em adultos respeitáveis, e fazendo isso eles mesmos, à mão, com suor e lágrimas e sofrimento. Eles não têm sacrificado tudo por outra pessoa. Eles não sabem o que é isso – o que se sente. Eles não sabem o que é estar no comando de toda a vida de outro ser humano. O dia todo. Todos os dias. Eles não sabem o que envolve cuidar de uma casa. Eles nunca o fizeram. Eles vivem em uma civilização construída por pessoas que se colocam no tipo de trabalho e fazem o tipo de sacrifícios que eles nunca estariam dispostos a fazer. E, no seu conforto, na sua arrogância, em sua morbidez, eles zombam.

Eles zombam de você.

Mas eles não sabem o que estão a dizer. Simplesmente não sabem

E essa discussão envolve o quê exatamente? É melhor ter um emprego ou cuidar da sua família em tempo integral? Qual a controvérsia? Que ponto de vista distorcido tem nesta cultura. Isto é o que acontece quando compra a ideia de que a humanidade, em especial as mulheres, alcançaram a emancipação através da industrialização. A Era Industrial e o advento do consumismo deu à luz a ideia moderna de um “trabalho”, e o auge da liberdade e da auto-realização é ter um.

Ou assim nos dizem. Ironicamente, este é um ponto de vista de extrema-esquerda, mas odiar o capitalismo é também um ponto de vista de extrema-esquerda. O livre mercado é o mal, dizem eles, mas a expressão máxima da libertação feminina é participar nele.

Que filosofia vertiginosa professam essas pessoas .

E com esta filosofia nós não apenas colocamos a carroça na frente dos bois, mas separamos o carro dos bois completamente, e agora estamos sentados no carro à espera que galope rumo ao pôr do sol. O ponto é o trabalho, é um meio para cuidar de sua família. Alguns trabalhos são significativos em si, mas a maioria, quando separado da família, não serve a grande finalidade que não seja como veículo de promoção pessoal.

O que significa a realização pessoal? A resposta é: A) acumular riqueza e bens materiais para o seu próprio prazer ou B) estar numa posição melhor para usar as suas habilidades para servir os outros.

Vocês, mães e donas de casa, estão a usar as suas habilidades para servir aos outros, e vocês fazem isso da maneira mais direta, mais pura possível: a maternidade.

Além de tudo isso, a pior coisa sobre a tentativa de convencer as mulheres de que há algo errado em “ficar em casa” é fazer as jovens envergonharem-se dos seus instintos femininos. A maioria das meninas não é naturalmente competitiva e ambiciosa – pelo menos não competitiva e ambiciosa do modo como os homens tendem a ser, no modo que sempre fez os homens serem caçadores e conquistadores.

(….)

Mulheres têm naturalmente o desejo de amar os outros e sacrificar-se. Preocupam-se com as relações. Não estão tão preocupadas com liderança quanto estão com a edificação dos que as rodeiam.

Nenhuma dessas características irá ajudá-la em muitos postos de trabalho. Não vão contribuir para o seu “progresso na carreira.” Vão só torná-la vulnerável, e colocá-la à mercê dos seus concorrentes menos escrupulosos. É por isso que é perigoso ver “o mundo profissional” como um fim em si mesmo.

Mas você sabe de tudo isso. As pessoas que não conhecem, provavelmente, não serão convencidas por qualquer coisa que eu tenha a dizer.

Não lhes preste atenção. Não merecem ser levadas a sério.

Além disso, tem coisas melhores para fazer com o seu tempo.

Fonte | Família