Atualidade

13 de Agosto de 2013

Investigadoras do Minho envolvem crianças em novas tecnologias

Investigadoras do Laboratório engageLab da Universidade do Minho dinamizam o projeto “Kids Project” e envolvem 20 alunos do ensino básico de Braga.

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Ana Medeiros e Catarina Rocha, investigadoras da Universidade do Minho

O projeto do engageLab, da Universidade do Minho, conta com 20 alunos do ensino básico de Braga, que assumem o papel de codesigners.

Investigadoras do Laboratório engageLab daquela universidade estão a dinamizar o projeto “Kids Project”, que visa o desenvolvimento de plataformas tecnológicas inovadoras adaptadas às necessidades dos mais pequenos.

A iniciativa conta com a participação de cerca de duas dezenas de crianças e adolescentes, que concebem e avaliam os diversos protótipos de aprendizagem. Para já, foram criados jogos matemáticos e de língua portuguesa, mas o objetivo a longo prazo é abranger outras áreas de ensino.

Com este trabalho, “pretende-se compreender de que forma estas novas tecnologias conseguem suportar processos de aprendizagens cada vez mais significativas e diversificados, bem como conhecer as suas potencialidades nos contextos escolar e lúdico”, refere a Universidade em comunicado.

“A experiência tem vindo a mostrar que uma metodologia única não serve. Os alunos não são iguais. Nas salas de aula, existem crianças e adolescentes de diversos tipos, mais visuais, auditivos ou tácteis. É necessário ir ao encontro das necessidades e preferências destes aprendizes”, explicam as investigadoras Catarina Rocha e Ana Medeiros, que estão a desenvolver o doutoramento em Tecnologia Educativa.

Para além de construirem a narrativa histórica, as personagens e os desafios dos jogos, os participantes, provenientes do 1.º e 2.º ciclos do Colégio Teresiano de Braga, experimentam dispositivos e avaliam protótipos de interfaces, bem como software para computadores, tablets e smartphones.

“É uma experiência muito enriquecedora para eles, uma vez que também aprendem a expor-se e a defender as suas ideias”, realça Ana Medeiros. Nesta fase, o projeto pretende estabelecer novas parcerias com escolas e empresas. A investigação prolonga-se até 2015.

Fonte: Expresso