Mães e Pais na 1ª Pessoa

Susana Dias 

Ansiedades

Inevitavelmente, tudo muda!

Custa sempre dizer adeus. Ou se calhar é só a mim, admito, mas dependendo da situação, do momento e das pessoas envolvidas, pouco ou muito, custa-me sempre!

É o quebrar, o largar, o separar, que mesmo quando acontece pela escolha da mudança e até por situações naturais, não deixa de magoar e causar uma sensação terrível de perda. Um faltar de qualquer coisa que era especial.

Quando me dou conta de que mal falo com pessoas que ontem eram parte de mim, que mal sei de quem já foi uma inspiração, que não há espaço para um abraço de quem já foi refúgio, percebo como as relações são frágeis e isso deixa-me triste.

O procurar motivos, o não encontrar sequer mágoas, a ausência de um adeus, as perguntas vazias “quem mudou?”, “quem se afastou?”, “quem desistiu?”, “alguma vez foi real?”.

O aceitar mas não entender porque não há amizades imortais. O constatar que apesar disso, não há espaços vazios. Que tudo dá lugar a novas escolhas, a novas amizades, a novas vivências e ainda assim não conseguir não sentir a falta.

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