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Cuidados ao Bebé

11 de Fevereiro de 2014

Icterícia no Recém Nascido

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O termo Icterícia refere-se à coloração amarelada da pele e das mucosas.
Deve-se à existência de um pigmento, a bilirrubina, que, se estiver aumentada dá essa coloração aos tecidos. Esse pigmento resulta da degradação dos glóbulos vermelhos e de alguma imaturidade que o Recém Nascido tem para lidar com esse aumento.
No período neonatal, na maioria das vezes, corresponde à chamada icterícia fisiológica e surge entre o segundo e o terceiro dias de vida. Normalmente irá desaparecendo ao longo da primeira semana de vida sem qualquer prejuízo para o RN. Factores que a podem agravar são a existência de hematomas ao nascer e a desidratação. O aleitamento materno pode prolongar a duração da icterícia fisiológica, sem aumentar a sua gravidade.
A gravidade da icterícia fisiológica depende dos níveis de bilirrubina atingidos (já que ela pode ser tóxica para o Sistema Nervoso Central) e, em caso de valores elevados, sobretudo se o RN é prematuro, poderá ser necessária a fototerapia. É um tratamento que, pela exposição à luz, a bilirrubina se transforma numa forma que já não tem essa toxicidade. Apenas cerca de 5% dos RN necessitam de fototerapia por esse motivo.

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Se surge imediatamente ao nascer ou após a primeira semana de vida pode ter um significado mais grave e o bébé será, por isso, investigado. A causa mais frequente da icterícia precoce é a incompatibilidade Rh (grupo de sangue) entre a mãe e o bébé, situação cujo risco é identificado durante a gravidez e para a qual são tomadas medidas que podem impedir a doença no RN.

Em situações de maior gravidade o RN será vigiado e tratado e só terá alta quando a icterícia já não representar qualquer risco para o bébé.

 

 

 Dra.  Filomena Pereira   

Pediatra

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