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Nutrição

4 de Fevereiro de 2015

Hora do lanche – Dicas para uma lancheira perfeita

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À procura da lancheira equilibrada e à prova de “não gosto” ou “não tenho fome”? Basta usar a dose certa de palavras-chave, uma mão cheia de simplicidade e uma pitada de imaginação. Só assim os miúdos não trocarão a merenda caseira por um pacote disto ou daquilo repleto de calorias e aditivos. Siga estas cinco estratégias.

1ª Explique-lhes, bem explicadinha, a importância do lanche

Ou melhor, dos lanches, já que deve ser feita uma merenda a meio da manhã e outra a meio da tarde. Diga-lhes que precisam de manter a energia ao longo do dia. Para conseguirem estar concentrados nas aulas e terem melhor rendimento escolar, claro, mas também para brincarem, correrem e pularem com vitalidade e alegria. Sem lanches às horas certas, o mais certo é aparecerem dores de cabeça, irritabilidade e sonolência. E sabendo isto, qual é a criança que saltará estas refeições?

2ª Acrescente que o lanche é inimigo da obesidade

Primeiro porque os ajuda a controlar o apetite, evitando que cheguem à hora de almoço ou do jantar famintos e capazes de comer este mundo e o outro. Depois porque, se realmente comerem o que lhes põe na lancheira, estão a alimentar-se de uma forma mais saudável do que se recorrerem à comida de plástico. Sem cair na obsessão, leve a sério a obesidade infantil. São cada vez mais as crianças, mesmo no nosso país, a sofrer deste distúrbio com implicações graves no seu bem-estar futuro.

3ª Faça as escolhas certas

O que lhes pôr no cestinho? Você até sabe, mas para facilitar a rotina e lhes agradar, esquece a lição. Recorde: pão escuro ou de mistura, de fabrico tradicional e não oriundo de pacotes de longa duração, com compota caseira pouco açucarada ou, porque não, manteiga de amendoim biológica. Se não dispensar os lacticínios, escolha queijo flamengo de qualidade, leite branco sem adição de açúcar e iogurtes naturais. Estes, na versão simples, têm a vantagem de contribuir para o bem-estar digestivo e estimular a imunidade. Caso tenha riscado os lacticínios da lista de compras, a escolha é variada, com produtos à base de soja ou de arroz, entre outras alternativas vegetais. No entanto, também aqui é necessário escolher saudável, evitando açúcar, corantes, sabores ou outros aditivos sintéticos. E os sumos? Se forem naturais e sem açúcar, pode mandar. Refrigerantes, com ou sem gás, esqueça! Mas não salte a fruta. Eles precisam dela — três peças por dia. Opte pela orgânica, mandando-a inteira, com casca, para ser comida à dentada. Bolachas e bolos de produção industrial? Não são para as merendas diárias.

4ª Ensine-os: o que se come hoje, vê-se amanhã

Se eles se queixarem das mudanças alimentares e baterem o pé pelos croissants e leite achocolatado, compare o que comem diariamente aos tijolos que constroem uma casa. Depressa perceberão que será difícil mantê-la em pé se as bases falharem devido à má qualidade dos materiais escolhidos.

5ª Use a criatividade

Variar a composição dos lanches é essencial para garantir que estes são realmente comidos. Importante é também deixar as crianças opinar sobre a lista semanal de merendas. Leve-os às compras, permitindo que escolham a fruta e o pão, por exemplo. Ou peça-lhe ajuda na preparação, perguntando como preferem isto ou aquilo. No entanto, lembre-se: custe o que custar, a máxima da alimentação saudável deve prevalecer!

Informação adicional: 

[Sobre a autora]

Este texto foi escrita por Cristina C. Azedo, terapeuta holística e jornalista na área do bem-estar. Siga-a no site Respirar bem-estar

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Uma ideia por dia para se divertir com as suas crianças.