Espaço Família | Estamos Grávidos

Cuidados a ter no Pré-Parto

21 de Abril de 2013

Hoje fui fazer as análises do 2º trimestre

Hoje estamos com 20 semanas e 3 dias e fui fazer as análises do 2º trimestre. A drª Carla pediu uma série de exames na última consulta e explicou-me porque é que é tão importante voltar a repetir algumas das análises que foram pedidas no 1º trimestre. Lá fomos cedinho para o laboratório, com o copinho de urina na mão. Chegada ao laboratório, mesmo sem marcação, tive luz verde para fazer as analises, entrei rapidamente para fazer as primeiras colheitas, em seguida deram-me um copo grande com um sumo de laranja muito doce, nada que fosse intragável, sabia a água com açúcar em excesso e como estava cheia de sede, bebi aquilo sem dar por isso!!!

A requisição tinha pedido os seguintes exames:

  • Hemograma completo
  • PTGO com 75g (colheita às 0h, 1h e 2horas)
  • Serologia Toxoplasmose (IgG e IgM)
  • Serologia Rubéola (IgG e IgM)
  • Creatinina
  • Ácido úrico
  • VDRL
  • Urocultura com eventual TSA
  •  Pesquisa de aglutininas irregulares (Coombs indireto) nas mulheres com grupo de sangue Rh negativo;

 

Mas porque se devem pesquisar novamente estes valores no 2º trimestre?

Aqui fica a explicação dada pela drª Carla:

1.    O hemograma permite avaliar a exitência de anemia, processos infecciosos, entre outras alterações importantes;

2.    Ureia, creatinina e ácido úrico: permitem avaliar a função do rim e do fígado;

3.    Serologias da toxoplasmose e rubéola: são novamente realizadas no 2º trimestre, às grávidas não imunes no 1º trimestre, para despiste de um possível contágio no 2º trimestre;

4.    VDRL: premite detectar o contágio de sífilis, que desencadeia mal formações graves no feto e que poderá levar ao aborto.

5.    Urocultura: permite fazer a detecção de infecções urinárias assintomáticas, causa de partos pré termos.

6.    Coombs indirecto: Se Fator Rh da grávida for negativo o Teste de Coombs indirecto permite detectar de anticorpos anti Rh maternos contra o tipo de sangue do feto. Se este teste for negativo, determina a necessidade de realizar imunoglobulina anti D às 28 semanas, o que permite que a mãe não desenvolva anticorpos contra o tipo de sangue positivo de um futuro filho.

7.    PTGO (Prova de Tolerância à Glucose Oral), permite avaliar a existência de diabetes gestacional. É realizada através da colheita de sangue em jejum, 1 e 2 horas após a toma de um líquido com sobrecarga de 75gr de glucose.
A Diabetes Gestacional corresponde à hiperglicemia que ocorre exclusivamente durante a gravidez, em mulheres que previamente não tinham diabetes, e desaparece após o nascimento do bebé.
Durante a gravidez há uma maior necessidade do organismo em produzir insulina. Se o pâncreas não produzir a quantidade de insulina necessária, a glucose materna aumenta (hiperglicemia), dando origem à Diabetes Gestacional. A hiperglicémia obriga o bebé a aumentar a sua produção de insulina, e desta forma, a armazenar no seu corpo os açúcares em excesso, sob forma de gordura, aumentando assim de tamanho, pelo que é muito importante o controle das glicémias maternas até ao momento do parto.

8.    As complicações mais frequentes da diabetes gestacional são:

  • infecções das vias urinárias, causadas por bactérias, que se desenvolvem mais facilmente em ambientes com sobrecarga de açúcar;
  • as cesarianas são mais frequentes; sendo os bebés habitualmente maiores, têm mais dificuldade em adoptar posições cefálicas e em ter as proporções corporais adequadas para um parto vaginal;
  • a hipertensão é mais frequente no decurso da gravidez;
  • o hidrâmnios (aumento excessivo de liquido amniótico) também pode surgir;
  • a macrossomia (bebés com peso acima de 4000gr) é mais frequente;
  • a hipoglicémia neonatal (glicémias fetais baixas): uma elevada glicémia fetal durante o trabalho de parto, levará a uma produção adicional de insulina. Após o parto, esta insulina adicional leva a menores níveis de glicemia do bebé.
  • a icterícia (hiperbilirrubinémia) do recém-nascido é uma situação que faz com que a pele do bebé pareça amarela. Antes do parto, o bebé produz uma quantidade extra de glóbulos vermelhos, que são destruídos pelo fígado após o nascimento. O produto de degradação deste processo chama-se bilirrubina. Se o fígado do bebé não se encontrar totalmente formado no momento do parto, os glóbulos vermelhos e a bilirrubina adicionais permanecem no organismo dando uma coloração amarelada à pele do bebé, e que poderá ser tóxica para o cérebro.

Quem gostou do teste da glicose foi o J. , que uns 10 minutos depois de eu beber aquele copo cheio de glucose (super hiper mega doce) tinha a barriga num verdadeiro reboliço, o rapaz entretanto ficou frenético!

cpp