Espaço Família |

Cuidados a ter no Pré-Parto

20 de Maio de 2013

Hoje fizemos o teste de glucose oral (exames do 3º trimestre)

Estamos no terceiro trimestre, mais concretamente com 29 semanas. Os movimentos do bebé são cada vez mais fortes e previsíveis. A gravidez decorre sem problemas, e a barriga cresce a cada semana.
A nossa última consulta aconteceu na semana passada, e a drª Carla pediu novamente mais exames. Voltar a repetir análises de sangue, urina e ecografia eu já esperava, mas fazer um exsudado vaginal e novamente as análises da diabetes gestacional, não estava à espera. Hoje fui novamente repetir o teste da glucose oral. Voltar a beber aquele líquido muito doce não me agradou nada! No segundo trimestre foi tranquilo, mas desta vez, parece que foi mais difícil conseguir estar sem ficar enjoada! Mas porquê tanto exame novamente se até agora tem estado tudo bem?

Aqui fica a explicação para a necessidade da realização dos exames no 3º trimestre:
• Hemograma: deve ser efetuado nos três trimestres da gravidez, permite avaliar a existência de anemia;
• Rastreio da diabetes gestacional: é realizada a prova de tolerância à glicose oral (PTGO) em três momentos: em jejum, uma e duas horas após a ingestão de 75 g de glicose com pelo menos 8 horas de jejum.  Só será efectuado se este teste tiver sido normal no segundo trimestre. Esta repetição deve ocorrer entre as 24 e as 28 semanas, para que o dignóstico da diabetes gestacional ocorra com tempo suficiente para que a terapêutica ainda possa alterar o aparecimento de alterações na mãe e feto.
• Rastreio de anticorpos anti-Rh: Se o tipo de sangue materno for Rh negativo, o rastreio dos anticorpos será repetido no 3º trimestre para que às 28 semanas, se possa efectuar uma injecção de imunoglobulina anti-D, se o seu resultados for negativo. Esta imunoglobulina irá impedir o desenvolvimento de anticorpos que constituiriam um risco para o bebé se parte do sangue do bebé entrasse na sua corrente sanguínea durante este trimestre.
• Análises a infecções sexualmente transmissíveis (VDRL, Toxoplasmose, VIH 1 e 2 e Ag HBS):  Se o risco de contrair estas doenças for elevado, o médico assistente realizará culturas do colo do útero para detectar clamídia ou gonorreia. Estas determinaações permitem avaliar o real risco infeccioso para com o bebé, no momento do parto.
• Estreptococo do grupo B: a pesquisa é efectuada entre as 35 e as 37 semanas na vagina e no recto. Se as culturas tiverem resultado positivo, não será efectuado tratamento de imediato, dado que o tratamento precoce não constitui garantia de que as bactérias não possam regressar. O rastreio do Streptococcus β hemolítico do grupo B permite identificar as grávidas em risco de ter um recém‐nascido com sépsis neonatal. Nas mulheres em que foi identificada a colonização devem realizar profilaxia intraparto com antibiótico.
• Urocultura com eventual TSA (teste de sensibilidade antibiótica): A urocultura constitui na gravidez o teste de referência para o diagnóstico da bacteriúria assintomática, que quando não tratada está associada a pielonefrite e parto pré‐termo. O diagnóstico e terapêutica atempados reduzem estas complicações bem como diminuem as situações de baixo‐peso ao nascer;
• Perfil biofísico fetal: é um exame de avaliação da vitalidade fetal, é realizado no 3º trimestre através da ecografia, no qual são avaliados  parâmetros de bem-estar fetal, como os movimentos fetais e respiratórios, tónus e índice de líquido amniótico.
• Cardiotocografia (CTG): é um dos exames mais utilizados na avaliação do bem-estar fetal. É um exame indolor, realizado a partir das 37 semanas, e que se baseia num registo em gráfico de dois parâmetros: a frequência cardíaca do feto e as contrações uterinas. Pela sua facilidade, praticidade e inocuidade, este está presente em todas as maternidades e irá acompanhar as mamãs que se encontram em trabalho de parto.

Amanhã vou fazer a imunoglobulina anti D!

cpp