Mães e pais na 1ª pessoa

23 de Abril de 2013

Até amanhã

É normal irmos mudando a forma como encaramos o Dia dos Namorados, com o passar dos anos. Hoje em dia, para mim, ele resume-se à celebração da Família. Esta ideia que começou com uma ideia de dois, concretizou-se, há quase 6 anos, quando eu e a Mãe casámos. E foi crescendo. Primeiro, com o nascimento do JM. Agora, com o MM. A nossa família é esta casa em construção: namorar, sonhar, discutir, amuar, crescer, prepararmo-nos para acolher um filho, ajudá-lo a crescer, educá-lo, vir o segundo, ensiná-los a ser felizes, dar-lhes Amor, multiplicá-lo por todos e entre todos.

O JM sempre foi difícil para comer e é competitivo por natureza. Esta última característica tem sido usada estrategicamente para vencer a primeira. Na escolinha, o JM come, porque quer ser o primeiro a acabar. Em casa, o pai ameaça acabar primeiro e ele acelera a colherada. Há dias, dava-lhe um iogurte ao mesmo tempo que o MM bebia o biberão de leite. Desafiei-o: «J, o M está quase a acabar o leite. Vamos ver quem ganha?» Resposta: «Não é preciso. Eu e o M ganhamos os dois em primeiro». Temos notado esta vontade do JM em não deixar o irmão para trás em vários episódios domésticos: quando lhe pousa um carrinho no berço (mais uma vez, para uma corrida em que «os dois ganham em primeiro»), quando partilha com ele os vídeos do Spiderman no iPad, quando procura ajudar o irmão a dormir sem chorar.

Não sei quanto tempo vai durar, mas esta vontade do JM em não deixar o irmão para trás é a única e a melhor prenda que poderia receber, por estes dias. Esta família que me enche o coração. Ninguém fica para trás. Eu, a Mãe e os ‘pintos’ juntos. Mesmo que, hoje, o pai não possa jantar em casa (outra vez).

e os filhos dos outros

E Os Filhos dos Outros
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