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Saúde

26 de Julho de 2016

Gravidez: os medicamentos que deve evitar e porquê

Durante a gravidez surgem várias dúvidas sobre o que se pode ou não tomar. Saiba quais os medicamentos proibidos e que consequências podem ter para a mãe e para o bebé.

A primeira regra é nunca tomar nada sem consultar o médico obstetra. A automedicação durante a gravidez acarreta inúmeros problemas, podendo mesmo acelerar o parto ou provocar a morte do feto.

Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides

Dependendo da fase de gestação em que a mãe se encontra, a toma de analgésicos como a aspirina poderá ter diferentes efeitos. Uma dose elevada deste medicamento durante o primeiro trimestre pode causar defeitos congénitos no feto ou levar mesmo ao aborto. No terceiro trimestre da gravidez, pode afetar o sistema circulatório do bebé, aumentando o risco de morte e de complicações durante o parto.

Quando tomados no fim do tempo de gestação, anti-inflamatórios como o ibuprofeno reduzem a quantidade de líquido amniótico, provocando efeitos adversos.

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Antibióticos

Estes são dos medicamentos que mais podem afetar o desenvolvimento do bebé. Alguns antibióticos, como é o caso das tetraciclinas, afetam o crescimento ósseo do feto, tornando os dentes definitivamente amarelos e suscetíveis a cáries. Também para a mãe os efeitos destes medicamentos podem ser nocivos, afetando o normal funcionamento do fígado. Outros tipos de antibióticos podem ainda provocar lesões aos níveis do ouvido interno, do cérebro e da pele do bebé. Felizmente, existem antibióticos que são seguros para as mulheres grávidas, como é o caso das penicilinas.

 

Anticonvulsivantes

Grávidas que sofram de epilepsia devem ter um cuidado redobrado para não expor o bebé aos efeitos adversos da medicação. A toma deste tipo de medicamentos pode provocar graves lesões congénitas que afetam o coração, o crânio e os órgãos abdominais da criança.

Contudo, deixar de tomar fenitoína também não é aconselhável, pois pode ter os mesmos efeitos que o excesso de medicação.

 

Psicofármacos

O lítio, estabilizador de humor usado na depressão, pode afetar o desenvolvimento cardíaco do bebé.

Quando tomados perto do termo da gravidez, o uso de ansiolíticos pode traduzir-se, após o parto, em sintomas de irritabilidade e nervosismo, quer no bebé, quer na mãe, que se encontra num período bastante sensível.

 

Anti-hipertensivos

A utilização de medicamentos para regulação da tensão arterial é por vezes necessária durante a gravidez, mas se for feita sem supervisão pode causar problemas graves, tanto no bebé como na mãe. A redução do fluxo sanguíneo na placenta e o aumento dos níveis de potássio no sangue são as principais consequências que podem decorrer da toma destes medicamentos.

Existem alguns que são de contraindicação absoluta na gravidez, por isso deve sempre ir a uma consulta de preconceção se estiver a fazer medicamentos para tensão arterial ou outros.

 

Isotretinoína (tratamentos para a pele)

É recomendado que as mulheres que tomem medicação para resolver problemas de pele, como a acne ou a psoríase, consultem o médico antes de tentar engravidar, pois o perigo de desenvolvimento de anomalias congénitas pode-se prolongar até seis meses após o fim da toma. O risco deste tipo de anomalias atinge os 25%, podendo resultar em deficiências cardíacas, orelhas pequenas e hidrocefalia.

 

Fluconazole (tratamento de infeções fúngicas)

As infeções fúngicas são comuns durante a gravidez devido aos baixos níveis de pH da vagina. O uso de medicamentos para tratar estas infeções tem de ser controlado, caso contrário pode provocar o aborto logo nos três primeiros meses da gravidez.

 

Atenção!

Se a mulher tiver alguma doença sob medicação, deve ser avaliado o risco da gravidez, não só através da doença em si e do seu estádio, mas das terapêuticas instituídas. Pode haver necessidade de alterar as terapêuticas, além de se preconizar uma gravidez num período de remissão das doenças ou de estabilidade das mesmas.

 

Sabia que…

Estima-se que cerca de 2 a 3% das anomalias congénitas detetadas durante a gravidez sejam originadas pela toma de fármacos e outras drogas.

 

 

 

 

Fontes:

http://www.manuaismsd.pt/?id=273&cn=2017

http://www.webmd.com/baby/features/taking-medication-while-pregnant

http://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/pregnancy-week-by-week/expert-answers/antibiotics-and-pregnancy/faq-20058542

http://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/pregnancy-week-by-week/expert-answers/aspirin-during-pregnancy/faq-20058167

 

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