Atualidade

18 de Janeiro de 2015

Fórmulas científicas para uma família mais feliz

Sabia que o casamento torna as pessoas mais felizes? E que gostamos mais das nossas famílias à medida que envelhecemos? As descobertas que reunimos são de cariz científico, isto é, “à prova de bala”.

“A minha família é louca”. Quantas vezes já disse isto ou pensou estar num seio familiar digno de um enredo televisivo? Com a desculpa de que o ano 2015 ainda agora começou, reunimos um conjunto de estudos científicos para um único resultado: ter (e ser) uma família mais feliz. Desde teorias comprovadas sobre o casamento — com aquela que diz que os homens casados são mais felizes do que os solteiros — a propostas de especialistas para ter uma relação mais descontraída com o filho, ou a filha, nas diferentes etapas de crescimento. Teorias há muitas, mas a maior parte destas são à base de factos comprovados pela ciência.

– O casamento torna as pessoas mais felizes. Um estudo desenvolvido por investigadores da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, analisaram dados de três questionários diferentes de modo a medirem o grau de satisfação de vários indivíduos, antes e depois do casamento. Conclusão? Os casados são mais felizes do que os solteiros. A análise dos dados permitiu concluir que os indivíduos casados são pessoas “mais satisfeitas”, o que sugere que o casamento tem “um efeito causal”. Além disso, aqueles que são mais felizes são também os que, de um modo geral, têm mais propensão para casar.

– O casamento não significa o fim da solidão. Não compreender isto é o mesmo que não perceber que a solidão que por vezes sentimos não se deve ao nosso parceiro, e que não é possível colmatá-la com outra pessoa. Acreditar no oposto disto representa uma das nove ameaças ao casamento, definidas Kelly M. Flanagan. O psicólogo não acredita que os problemas de comunicação sejam os verdadeiros responsáveis pela infelicidade de alguns casais, pelo que propõe que pensemos nas causas subliminares. Os problemas podem ser resolvidos através da terapia individual, ao contrário daquela de casal, e da meditação.

– Diga que o/a ama com mais frequência. A maioria das relações torna-se cada vez “mais prática” com o tempo e cada vez menos há “amor de perder a cabeça”.Com o passar do tempo torna-se também cada vez mais raro o facto de os casais dizerem “amo-te”, mesmo que ainda gostem um do outro. As conclusões são de um estudo britânico da YouGov que, em setembro de 2014, entrevistou 2.071 adultos. Destes, 959 eram casados e 494 encontravam-se numa relação, sendo que a maioria mantinha essa relação há mais de dois anos.

– Melhorar uma relação é incrivelmente fácil, basta mostrar, de forma ativa, interesse na outra pessoa. Oiça o que ela tem a dizer e faça questões para que lhe conte mais coisas — é a chave mestra deste estudo. Parece simples, mas pode ser algo facilmente menosprezado.

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Os pais podem (e devem) ser tão maternais como as mães. As respostas hormonais e a atividade neurológica do cérebro de um pai variam conforme os seus deveres para com a criança — a conclusão é de um estudo científico publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, que, no essencial, comprova que os homens também são bons pais.

– Faça gomas caseiras e construa brinquedos em família para tirar o seu filho de frente da televisão. As propostas são de Andreia Vidal, autora do livro “365 ideias para tirar os seus filhos de frente da televisão” e do blogue Pais Criativos Filhos Felizes.

– Pergunte ao seu filho qual foi o momento mais giro na escola ou, então, peça-lhe que conte algo divertido que se tenha passado durante o dia. A pergunta vai desbloquear a conversa sobre a escola e fazer com que o seu filho partilhe mais elementos do dia a dia. Há ainda outras 23 formas de reformular a questão.

Opte por dar uma semanada aos seus filhos (e não mesada!), a qual não deve incluir tarefas que, à partida, já fazem parte da rotina diária das crianças. Porque “a semanada não é uma brincadeira” e os pais devem encarar o assunto com seriedade, como se “de um contrato de trabalho se tratasse”, diz Mário Cordeiro. O pediatra assegura que a partir dos seis anos a criança pode começar a receber dinheiro, ainda que a quantia deva ser “muito pequena”.

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– Antes que o seu filho cresça e se torne num adolescente, diga-lhe para não se queixar tanto, aproveitar o tempo e desfrutar da vida. Muitas vezes queixamo-nos de coisas que outras pessoas adoravam poder ter ou fazer. Diga-lhe para aceitar as suas imperfeições e também para combatê-las. Cada erro é uma oportunidade para a evolução. Como este, há outros 19 conselhos a registar.

– Diga que entende o seu filho adolescente, mesmo que não esteja de acordo com ele. Isso transmite respeito pelo adolescente e, em troca, ele acabará por respeitar os pais. De facto, muitos progenitores queixam-se que os filhos não os respeitam, mas eles também não o fazem em algumas ocasiões. Quem o diz é a psicóloga espanhola Sònia Cervantes, autora do livro “Socorro! Tenho um adolescente em casa”.

– Em vez de dizer “Tu nunca arrumas o quarto”, opte por um “raramente arrumas o quarto”. A forma como comunicamos com os filhos é um desafio constante à medida que estes vão crescendo, com a comunicação entre pais e filhos a ficar cada vez mais difícil. Por isso mesmo, há coisas que um pai nunca pode dizer a um filho adolescente.

– As bolachas da avó são melhores do que as de qualquer outra pessoa se acreditarmos que estas são feitas com amor. As intenções alteram a forma como vivemos as coisas, e a bondade acalma a dor e aumenta o prazer.

– Gostamos cada vez mais das nossas famílias à medida que vamos envelhecendo. É o que diz este estudo que analisou a intensidade de emoções durante interações sociais em diferentes faixas etárias.

Fonte | Observador